Tóxicos: estão perto de si, são milhares, discretos e silenciosos!

Bem Estar Você sabia que existem muitos tóxicos que a gente nem vê? Imagine quantos tóxicos tem no ar, nas coisas que comemos, tocamos, etc.
Você vai ler:

Mas afinal o que é que é tóxico?

Esta é a pergunta que, provavelmente, já colocou a si mesmo quando procura evitar intoxicar-se, mas a resposta nem sempre é clara, compreensível ou suficientemente abrangente.

Vamos simplificar.

Tóxicos são todas as substâncias químicas estranhas ao nosso organismo, que não fazem parte da sua composição nem são produzidas por ele e, portanto, que não será espectável estarem presentes no nosso organismo.

Tecnicamente designados como xenobióticos, que o nosso organismo não tenha a capacidade de eliminar ou que causem dano ao seu normal funcionamento.

Temos, portanto, dois aspetos envolvidos nesta definição, simplificada, de tóxicos que vale a pena sublinhar:

  • Podem ser tóxicos todas as substâncias químicas estranhas ao nosso organismo que por alguma forma entrem nele;
  • Ser ou não ser tóxico depende de dois factores: do organismo ser ou não ser capaz de as biotransformar e eliminar e de essas substâncias serem ou não serem capazes de causar dano ao organismo.

Portanto, uma substância pode vir a revelar-se tóxica para uma pessoa e não o ser para outra pessoa, dependendo de múltiplos factores, desde os associados ao estilo de vida até ao seu perfil genético e à sua história clínica prévia.

Como podem penetrar no nosso organismo estes tóxicos?

Através da pele, absorvidos pelo tubo digestivo e pelo sistema respiratório.

Intoxicação aguda / intoxicação crónica

É muito importante perceber bem a diferença e as implicações para a saúde destes dois tipos de intoxicação.

Intoxicação aguda

Quando um tóxico é absorvido em grandes quantidades num curto espaço de tempo provoca um quadro clínico com sinais muito exuberantes, que levam ao diagnóstico de intoxicação aguda e ao seu tratamento imediato.

Um exemplo comum, certamente vivido por muitos, é o de uma intoxicação alimentar.

Menos frequente, temos o exemplo de uma intoxicação respiratória por uso intensivo de produtos de limpeza, em que a pessoa pode apresentar tosse e dificuldades respiratórias súbitas.

Podendo fazer ameaçar a vida numa situação de emergência, a intoxicação aguda tem um agente causal habitualmente bem identificado, permitindo vir a ser futuramente, evitado ou eliminado nas várias opções de estilo de vida.

Intoxicação crónica

Pelo contrário, neste caso a absorção de tóxicos é feita em pequenas quantidades, de forma repetida e muito prolongada no tempo.

Não provoca a ocorrência de sintomas ou sinais suspeitos que permitam estabelecer uma clara relação causa-efeito.

Trata-se de um processo silencioso, que pode durar décadas.

Uma intoxicação crónica pode nunca vir a ser diagnosticada enquanto tal e pode nunca vir a ser claramente estabelecida a relação causa efeito com múltiplos e complexos quadros clínicos que podem incluir sensação de falta de vitalidade, fadiga crónica, disfunção orgânica, doenças degenerativas ou oncológicas.   

A intoxicação crónica é um perigo silencioso que nos espreita a todos, permanentemente.

Não colocará a nossa vida em risco num episódio de emergência, mas tem muitas formas de nos ir destruindo de forma silenciosa.

Onde estão os tóxicos que podem estar a intoxicar-me de forma silenciosa crónica?

Neste ponto, sugiro-lhe o seguinte desafio.

Pare. Olhe para si. Olhe à sua volta.

Todas as substâncias químicas que possam estar a ser absorvidas pelo seu organismo, que não sejam ar puro, água ou nutrientes alimentares são potenciais tóxicos.

  • Aplicou produtos de cuidado corporal? Cremes?
  • O seu desodorizante tem alumínio?
  • Tem maquilhagem?
  • Usa perfume?
  • A sua roupa foi tratada a seco na lavandaria há menos de 4 semanas?
  • Como é a qualidade do ar que está a respirar? Há tabaco? Fumos de combustíveis?
  • Ambientadores ou perfumes de ar? Produtos de limpeza com aromas?
  • A bebida que ingeriu tem corantes, aditivos, aromas artificiais ou conservantes?
  • Sobre a comida que ingeriu, sabe exactamente os seus constituintes?
  • Comeu grelhados, churrasco?
  • Se usou produtos pré-cozinhados ou molhos, leu os rótulos? Tinham corantes, aditivos, aromas artificiais, intensificadores de sabor ou conservantes?
  • Tomou uma refeição num restaurante e desconhece o que, exactamente, comeu?
  • Na WC usou papel higiénico com aroma? Havia perfume ambiente? Usou sabão líquido com aroma intenso e não passou as mãos por água abundante?
  • Foi ao ginásio, que é novo, e ainda cheira a colas, pintura e vernizes?
  • O seu carro estava ao sol, não o arejou bem antes de começar a viagem e bebeu água guardada num recipiente de plástico que estava no carro?

A vida moderna coloca-nos em contacto direto, íntimo e permanente com milhares de tóxicos potenciais.

Estamos longe, muito longe, de conhecer as consequências a longo prazo de vivermos neste mundo que criamos nas últimas 6 décadas, mas quanto mais souber melhor se poderá proteger!

Nesta quinzena vamos dar-lhe informação muito útil para viver menos intoxicado.