Tóxicos alimentares que a grávida deve evitar

Alimentação Conheça alguns alguns tóxicos alimentares encontrados nos alimentos comuns do dia a dia que grávidas devem evitar.
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Descobrir que está grávida é uma grande alegria, mas também acarreta uma grande responsabilidade.

A alimentação da mulher grávida adquire uma grande  importância no desenvolvimento deste novo ser, e a grande maioria das mulheres, consciente desse facto, começa a tentar ingerir todos os nutrientes necessários ao crescimento do seu bebé.

Apesar de já existir bastante informação sobre os cuidados alimentares durante a gravidez, infelizmente não existe assim tanta sobre os compostos contidos na alimentação que a grávida deve evitar.

Um estudo publicado em 2011, encontrou múltiplos químicos no organismo de cerca de 99 a 100% das grávidas nos E.U.A.

Alguns destes químicos já tinha sido banidos desde 1970 e outros são utilizados em produtos comuns como panelas anti-aderentes, alimentos processados e diferentes produtos de uso comum.

Analisando dados de 163 químicos, os investigadores encontraram bifenilos policlorinados (PCBs), pesticidas organoclorados, compostos perfluorinados (PFCs), fenóis, difeniletéres polibrominados (PBDEs), ftalatos, hidrocarbonetos aromáticos policiclicos (PAHs) e perclorato em 99 a 100% das mulheres grávidas.

Diversos estudos têm demonstrado que muitos destes agentes químicos atravessam a placenta atingindo o feto em desenvolvimento, podendo influenciar o normal desenvolvimento fetal.

A importância da alimentação biológica

Se há alturas da vida em que a nossa alimentação deve incidir fundamentalmente em alimentos de origem biológica, esta é sem dúvida uma delas.

Diferentes estudos com animais revelam o efeito de disrupção endócrina de alguns dos compostos usados na agricultura convencional, mesmo dentro dos limites considerados seguros.

Alguns destes agrotóxicos, demonstram, em estudos animais, afetar o desenvolvimento do sistema endócrino, reprodutor, e sistema nervoso do feto, afetando o QI e o desenvolvimento cerebral da criança.

Ainda se tratam de estudos em animais, e num número considerado insuficiente para que se mudem as práticas e as recomendações internacionais, mas já existem estudos epidemiológicos que revelam algum efeito nos humanos.

Bisfenol A

Este composto já é relativamente conhecido, e desde há alguns anos que diferentes investigadores têm alertado para os seus riscos, mas só em março de 2011 é que o seu uso foi proibido na elaboração de biberões.

Trata-se de um disruptor endócrino e a sua ingestão está associada a alterações na reprodução, na aprendizagem e memória.

Apesar de ter sido retirado de uma fonte importante na alimentação do bebé, ainda pode estar bem presente na alimentação da grávida.

O bisfenol A está presente num grande número de plásticos e a sua passagem para os alimentos aumenta quando os alimentos estão quentes.

Previna-se e evite o contato dos alimentos quentes com recipientes plásticos, nomeadamente:

Evite consumir café e chá quentes em copos de plásticos;

  • Aquecer comida em recipientes de plástico;
  • Guardar comida quente em plásticos;
  • Comer comida quente em pratos de plástico;

Metais pesados

O mercúrio e o alumínio são dois metais pesados de conhecido efeito neurotóxico e de agravamento do stress oxidativo. Infelizmente, devido à contaminação dos nossos mares,  parte deste mercúrio existe no peixe, em especial nos peixes de maior tamanho.

Recomendamos por isso que prefira peixe de pequeno porte como a sardinha, cavala, sarda e que nesta fase evite o atum, peixe espada e o espadarte.

Para evitar o alumínio deverá evitar cozinhar os alimentos nos utensílios de cozinha que o contenham, e evitar também o contato direto do papel de alumínio com os alimentos, em especial aquando da confeção dos alimentos – opte por papel vegetal.  

Apesar de diferentes evidências científicas acerca do efeito tóxico de diferentes agrotóxicos, disruptores endócrinos e metais pesados durante a gravidez, ainda não existe uma posição oficial sobre este assunto (exceto relativamente ao consumo de peixe durante a gravidez, onde a OMS recomenda alguma precaução).

Cabe-lhe a si decidir se continua a consumir estes tóxicos ou ter uma atitude preventiva e sempre que possível optar por legumes e frutas de agricultura biológica, e evitar os tóxicos mencionados durante esta fase tão importante do desenvolvimento do seu bebé.