Top 3: os melhores e piores adoçantes

Alimentação Conheça a lista dos melhores e dos piores adoçantes de todos e veja quais são melhores para o consumo.
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Sendo o doce tão desejado por (quase) todos, o sucesso dos adoçantes foi inevitável ao longo dos anos.

O problema é que nos dias de hoje a variedade é tanta que difícil é saber o que é melhor.

A investigação consegue mostrar benefícios e malefícios de quase todos e por isso há que tomar decisões com base em algumas pistas.

Veja o nosso top 3 dos melhores e piores adoçantes, mas tenha em consideração que os adoçantes devem todos ser usados com moderação e que sempre que possível encontre alternativas o mais naturais possível: por exemplo, um batido/papa pode ser adoçado com uma fruta cozinhada.

Adoçantes naturais e artificiais

Os adoçantes naturais são extraídos de fontes naturais, como plantas, podem apresentar maior ou menor poder adoçante que o açúcar e por norma são menos calóricos.

Os adoçantes artificiais são produzidos através de processos industriais específicos, grande parte deles tem poder adoçante muito maior que o açúcar e nenhumas ou quase nenhumas calorias.

TOP 3: OS MELHORES ADOÇANTES

Stevia

A stevia é uma planta da família do girassol, de cujas folhas se extraem moléculas que são doces e que praticamente não fazem subir o açúcar no sangue pois a absorção é quase nula.

São cerca de 300 vezes mais doces que o açúcar vulgar (sacarose), pode ser aquecida e realça o sabor dos alimentos. Para já os estudos mostram que é inofensiva.

Poliálcoois (sorbitol, xilitol,…)

São menos doces que o açúcar vulgar (sacarose) e possuem menos calorias.

Ocorrem em frutas e legumes e a maioria é facilmente reconhecida pelo sufixo "-ol”: xilitol, maltitol, sorbitol,… Muito usados nas pastilhas elásticas sem açúcar, não são ainda mais usados pela indústria por causa do seu custo e porque alguns destes poliálcoois conferem um sabor estranho quando aquecidos.

O xilitol é o que poderá funcionar melhor para ter em casa.

O seu excesso pode causar diarreia por isso facilmente se aperceberá se consumir demasiado. Alguns estudos provam que podem diminuir o risco de caries.

Mel

O mel é composto por frutose e glicose (como o açúcar convencional) mas possui também outros açúcares e quando opta por mel o mais natural possível, estará não só a adoçar, como a ter acesso a algumas enzimas, antioxidantes, vitamina e minerais.

Possui capacidade antibacteriana e anti-inflamatória. O açúcar no sangue vai subir um pouco mais lentamente que o açúcar, por causa do teor maior de frutose.

De qualquer forma é uma alternativa natural para usar com moderação. Umas papas de aveia com um pouco de mel ficam uma delícia!

TOP 3 - OS PIORES ADOÇANTES

Aspartame ou E951

É um dos adoçantes mais usados pela indústria alimentar: adoçantes para café, iogurtes, bebidas, bolachas, …está por todo o lado e mesmo que leia o rótulo, não sabe quanto está a ingerir porque a quantidade não vem discriminada.

O seu consumo poderá estar na origem ou no agravamento de: dores de cabeça e enxaquecas, depressão, alterações graves de humor, perda de memória, tonturas e alterações de equilíbrio.

Comportamento agressivo, desorientação, hiperatividade, excitabilidade, alterações na visão, ataques de pânico, convulsões, alterações no sono e insónia, e mesmo aumento da incidência de doença de Alzheimer.  

Sim, podemos dizer que se ingerir pouco poderá não ter problemas, mas se não sabemos qual a quantidade que andamos a ingerir e existem outras alternativas, use as alternativas.

Sucralose ou E955

Adoçante artificial, muito estável, 600 vezes mais doce que o açúcar e sem calorias.

Segundo a FDA é seguro quando não se ultrapassa a dose estabelecida (5mg/kg), mas mais uma vez nunca saberá que dose ingere pois os produtos não discriminam.

Se usar diretamente sucralose na sua cozinha saberá a quantidade a usar.

Uma vez que não é absorvida, a sua presença no intestino pode alterar a flora intestinal e pH, levando ao aparecimento de problemas gastrointestinais com o uso continuado.

Agave/frutose

A frutose isolada existe cada vez mais à venda como substituto ao açúcar convencional (frutose + glicose).

Poderá ser uma boa alternativa se usada esporadicamente e em pequenas quantidades, devido ao seu menos índice glicémico (açúcar sobe mais lentamente no sangue).

Mas o seu consumo em grandes quantidades pode alterar não só o metabolismo dos açúcares como o metabolismo das gorduras sendo responsável por aumento do colesterol e triglicerídeos.

Nos Estados Unidos é usada indiscriminadamente como se fosse uma solução milagrosa ao açúcar convencional, e não é.

Tenha por isso atenção a produtos como "compotas sem açúcar” onde é adicionada frutose e não abuse do uso direto de frutose em sobremesas.

O agave é um adoçante natural que começa a ser comum no mercado mas que é constituído por 70-97% de frutose e por isso encaixamos no mesmo grupo.