Tendão e Tendinopatias mecânicas

Bem Estar Veja como tratar lesões no tentão e tendinopatias mecânica aguda, para voltar normalmente as atividades.
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As lesões tendinosas são muito frequentes e podem sugir na entese (ponto de junção do tendão com o osso) e denominam-se entesopatias; na junção do tendão com o músculo e denominam-se mio-tendinoses, ou no corpo do tendão e temos as tendinopatias ou tendinoses.

As tendinopatias de origem mecânica ou de sobrecarga mecânica são as mais fequentes e são causadas por:

  • Conflito ou "impingement” repetidos;
  • Tracção excessiva por sobrecarga ou sobre-utilização;
  • Traumatismo directo.

Estes traumatismos podem ocorrer em tendões sãos ou fragilizados.

Estas fragilizações podem dever-se a: lesões degenerativas ligadas à idade, microtraumatismos anteriores, fragilidade de constituição como anomalias do colagénio e, também, desequilíbrios hormonais ou metabólicos.

As causas das tendinopatias de conflito ou "impingement”

Podem ser extrínsecas ou intrínsecas. Como causas extrínsecas temos, por exemplo, a roupa ou calçados desadaptados que provocam fricção sobre o tendão.

São situações agudas e é fundamental remover a causa do conflito.

O funcionamento do tendão é afectado por causas intrínsecas como a modificação da estática, anomalia morfológica, espessamento ou calcificação.

As tendinopatias por sobre-utilização surgem por ocasião de um movimento brusco ou, o mais frequente, como consequência de microtraumatismos associados a movimentos repetidos.

Podemos considerar quatro fases de tratamento da tendinopatia mecânica aguda:

Estas lesões de sobrecarga ou fadiga devem-se a carga excessiva ou uso excessivo.

São mais fequentes no sexo feminino devido à existência de músculos menos fortes e mais vulneráveis à existência de maior quantidade de massa gorda com possível interferência de factores hormonais. 

As tendinopatias por traumatismo directo podem ser provocadas por cortes, por objectos contundentes ou por agentes físicos ou químicos.

Quando um tendão é lesionado podemos falar em regeneração quando se assegura a normalidade do tendão relativamente às suas propriedades fisiológicas e mecânicas, o que só é possivel nas lesões recentes e no estado inicial, devido à fraca vascularização tendinosa.

Nas restantes situações, a reparação faz-se por cicatrização através de um tecido conjuntivo que não tem as mesmas qualidades.

A lesão do corpo do tendão pode ir desde uma simples inflamação até à ruptura.

Nas lesões microscópicas, normalmente, aparece dor após a actividade física com poucos ou nenhuns sinais inflamatórios, sem incapacidade funcional.

Esta dor pode evoluir entre 2 a 6 semanas e, normalmente, cede com o repouso.

Nestes casos, as medidas terapêuticas simples como:

  •  O frio;
  • Anti-inflamatórios locais;
  • O repouso;
  • São regra geral, suficientes.

Quando a dor persiste para além das 6 semanas, mesmo com a interrupção da atividade, quando existe incapacidade funcional e sinais inflamatórios presentes será necessário um trabalho de recuperação prolongado.

Podemos considerar quatro fases de tratamento da tendinopatia mecânica aguda:

  • De 0 ao 3º dia: GREC (gelo, repouso, elevação, compressão);
  • Do 4º ao 21º dia: fase de cicatrização - Mobilização controlada prudente e passiva, aplicação de anti-inflamatório, fisioterapia;
  • Do 21º ao 90ª dia: Retoma progressiva da actividade tendo em conta a resposta do tendão. Estiramentos passivos;
  • Do 90º dia a 1ano: aumento da solicitação musculo-tendinosa com exercícios musculares excêntricos e de estiramento de forma a permitir que o tendão recupere as suas propriedades e evitar recaídas.