Tecnologias: um mal necessário?

Bem Estar Entenda como a utilização das novas tecnologias se faz necessária, porém fique atento a alguns sinais sobre o tempo que utilizamos.
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As novas tecnologias têm vindo a estabelecer-se como um elemento do quotidiano e estão a levantar questões acerca da qualidade e natureza do seu uso, das suas implicações na educação, da sua importância para o desenvolvimento social e dinâmicas familiares e, também, sobre o equilíbrio entre perigos e oportunidades por elas geradas.

Ao falarmos de tecnologias falamos sobretudo de internet, mas não só! 

Crianças, jovens e adultos vivem com dificuldade sem o seu computador, IPad, consolas de jogos e sem o seu telemóvel.

A oferta contida em cada objeto tecnológico é de dia para dia mais vasta e atractiva. Isto, associado a características/condições individuais conduz a excessos que vão ao ponto de observarmos dificuldades de distinção entre mundo real e mundo virtual.

Confusão entre relações afetivas e relações virtuais, alteração de hábitos de estudo, diminuição ou alteração de competências cognitivas (com alteração do desenvolvimento e maturação cerebral) e, também, graves alterações dos hábitos de sono.

Não podemos esquecer que a faixa etária chamada de geração digital, sendo constituída por crianças e jovens é numerosa e, para a qual, os riscos da internet ou a utilização quase obsessiva de aparelhos tecnológicos podem ser graves pelas características da fase de desenvolvimento em que se encontram.

São idades cruciais e muito vulneráveis ao desenvolvimento.

Importante é também salientar alguns riscos de conteúdo, que também nessas idades (mas não só) promovem comportamentos de risco como consumo de drogas, alterações alimentares e que em casos extremos podem levar ao suicídio.

Contudo, sabemos que é uma pequena parte do material que se encontra na internet que pode tornar-se nocivo. Mas é essa que precisa ser discutida e prevenida.

De uma forma geral, os perigos que geram maior preocupação são os que têm uma natureza social, ou seja, os que podem ter um forte impacto na vida social, emocional e física de crianças e jovens.

Referimo-nos aos que resultam do próprio material existente nas páginas web, da participação em serviços interactivos, do excesso de tempo de utilização, da escolha inadequada do momento de utilização (seja por vício ou por perturbações). 

Pais e a sociedade em geral têm vindo a mostrar grande preocupação sobre os aspectos de segurança e os menos úteis  que podem resultar do uso da Internet e de outras tecnologias.

No entanto, é necessário que essa questão seja abordada de forma construtiva, evitando medidas excessivas de tipo restritivo. Mais, que cada um identifique os seus limites para uma utilização sensata.

As novas tecnologias entraram nas nossas vidas e têm vindo a instalar-se irreversivelmente.

Tornaram-se imprescindíveis como ferramenta de trabalho, de educação, de comunicação e até de prazer.

Alterar os seus fins através de mudanças abusivas ou inconscientes tem-se mostrado uma realidade, que não pode alterar o seu real valor, mas que o desvirtua e perverte.

Como em tudo na vida, os problemas resultantes do seu mau uso só podem ser contornados com ações educativas firmes que não deixem de afirmar a necessidade de um equilíbrio permanente entre o ter e o ser.