Stress, depressão e inflamação!

Bem Estar Veja como lidar com stress, depressão e inflamção, evitando maiores complicações que afeta não somente a saúde mental mas a física também.
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A inflamação é uma resposta do organismo a uma agressão sofrida. É uma maneira do organismo exteriorizar, como um aviso, a agressão.

Ao fazermos uma analogia em relação aos nossos estados emocionais, podemos observar que, muitas vezes, estamos em "estado inflamatório”.

Stress

Viver durante muito tempo sob stress psicológico pode prejudicar a capacidade do corpo de responder a inflamações.

O stress é o estado de alerta em que o organismo entra quando encontra algo que requer mais esforço ou concentração.

Por exemplo, atravessar rapidamente a rua  quando um carro vem na nossa direção.

Este é um exemplo do stress adaptativo, que nos prepara para reagirmos aos estímulos do dia a dia.

O stress faz mal quando se prolonga por mais tempo que o necessário, ou quando não se justifica.

É um exemplo comum quando vivemos preocupados de forma excessiva com o trabalho, de forma a estimular tanto tempo o cérebro causando um desequilíbrio.

Como é que o stress "mau” pode prejudicar a saúde?

O stress provoca um aumento da produção do cortisol, uma hormona que controla o nosso biorritmo, reduz as nossas inflamações e estimula a nossa imunidade.

Quando os níveis de cortisol estão baixos, sentimos dores constantes, inflamamos por qualquer motivo e desenvolvemos um cansaço muito além do normal.

Esse cansaço é chamado de fadiga adrenal.

O mecanismo da fadiga funciona da seguinte forma: no início do stress, a glândula suprarrenal aumenta a produção de cortisol, mas com a permanência do estímulo a própria glândula se dessensibiliza e a produção de cortisol começa a diminuir.

O corpo percebe isso como se não pudesse mais descansar.

Para o nosso corpo, é como se não houvesse mais diferença entre dia e noite e o estado de alerta fosse constante.

Com a persistência deste processo, surgem os problemas mais graves: insónia, depressão, obesidade, fadiga crónica, aumento do risco de enfartes, trombose e uma notável baixa de imunidade.

Como devemos lidar com o stress?

Em primeiro lugar, deve-se avaliar o quanto o stress está a comprometer a saúde física do corpo.

Se já houver desequilíbrio hormonal e sinais inflamatórios é preciso tratá-los em primeiro lugar.

O tratamento pode levar de seis meses a dois anos para que o organismo atinja o seu equilíbrio ideal.

Para reequilibrar as glândulas suprarrenais, existem várias áreas a tratar:

  • Reduzir as tensões que afetaram a função adrenal;
  • Abrandar imediatamente o ritmo de vida;
  • Exercício durante 30 minutos diários. Andar a pé, yoga, alongamento, natação, entre outros;
  • Obter pelo menos oito horas de sono por noite;
  • Fazer uma alimentação equilibrada;
  • Exercícios que favorecem o relaxamento como ler, escrever, cantar,  meditar, entre outros.

Depressão

O sistema imunológico pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento da depressão.

As pessoas deprimidas  tendem a ser mais suscetíveis a doenças infeciosas.

Mas a correlação também pode funcionar no sentido oposto.

As pessoas gravemente doentes têm taxas de depressão de 5 a 10 vezes maior.

Poderia ser decorrente da inflamação subjacente a uma resposta comum corporal.

Estudos científicos têm demonstrado que pessoas com depressão ou transtorno bipolar, com doença física ou clinicamente saudáveis, apresentam níveis mais elevados de inflamação.

Descobriu-se também que os pacientes deprimidos que se mostraram mais resistentes aos tratamentos tradicionais (como a terapia ou medicamentos inibidores seletivos de serotonina) parecem ter taxas especialmente altas de inflamação.

E, em estudos dos últimos anos, quando são inibidas as citocinas inflamatórias (células de sinalização encontradas em ambos os sistemas imunológico e nervoso) parecem ajudar a aliviar os sintomas depressivos.

Vamos ver como isto de processa num ciclo vicioso:

  • Trauma, stress,  maior vulnerabilidade a parasitas e toxinas;
  • Os sinais de stress aumentam a inflamação;
  • Com o risco de inflamação, as células tentam proteger-se ( podem surgir sintomas depressivos );
  • A serotonina é inibida, enquanto a dopamina continua igual já que esta se encontra  ligada a inflamação - gerando epinefrina ou adrenalina (hormona do stress e sobrevivência) e norepinefrina ou noradrenalina (suprime imunidade e tenta resolver pseudo-inflamação);
  • Com pouca serotonina os sintomas aumentam, e com eles os sinais de inflamação.

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A psicoterapia e a hipnose tratam-se de opções de tratamento muito aconselhadas, mesmo para os casos em que é necessário o uso de medicamentos.

Os tratamentos medicamentosos baseiam-se no uso de ansiolíticos, tipicamente os benzodiazepínicos.

No entanto, a psicoterapia é uma alternativa mais eficaz do que a toma continua de medicação, quer sejam ansiolíticos ou antidepressivos.

A psicoterapia pode ajudar a mudar a forma de ver determinadas situações, fazendo com que se sinta menos ansioso e/ ou deprimido.

É também possível aprender técnicas para diminuir a ansiedade, entre outras ferramentas.
        
A inflamação é uma resposta dos organismos vivos a uma agressão sofrida.

É uma maneira do organismo exteriorizar, como um aviso, a agressão.

Muitas vezes somos nós que nos agredimos a nós próprios, principalmente no contexto emocional.

Esperamos que tenha compreendido a importância de melhor gerir e diminuir estas autoagressões (stress e depressão) que influenciam os nosso estados inflamatórios.

Esta informação é tão importante, tão indispensável, tão valiosa... para sermos capazes de opinar e decidir.

Porque é a cada um de nós que cabe tomar as decisões que a nós, à nossa vida e à nossa saúde dizem respeito.