Síndrome do mundo mau – o cultivo do medo!

Bem Estar Conheça um pouco sobre a síndrome do mundo mau, uma doença que afeta cada dia mais pessoas, entenda como seus efeitos podem causar danos à saúde.
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Se consome muita informação, se se sente em baixo, com ansiedade e desconfiança, pode sofrer da síndrome do mundo mau.

O chamado síndrome do mundo mau sucede quando um indivíduo altera o seu comportamento em função daquilo que dizem as notícias, sentindo-se em perigo e com medo.

Pode sentir depressão, ansiedade, despoletar agressividade ou até aumento de peso.

Estes sintomas advêm da quantidade infinita de notícias com conteúdo negativo que a comunicação social repete sem fim.   

Devemos moderar o consumo e o tipo de informação e procurar fazer coisas diferentes.

Temos que nos desintoxicar desta fonte de informação e sobretudo aprender a relativizar aquilo que ouvimos, vemos e lemos.

Temos como base de estudo os EUA para refletir sobre esta temática.

Segundo George Gerbner grande parte da população norte-americana parece viver  num  estado de medo permanente.

No entanto, os estudos têm indicado repetidamente que as coisas que assustam a maioria dos americanos têm pouco ou nenhum fundamento na realidade.

A síndrome do mundo mau tem fundamentação no estudo de George Gerbner.

O seu trabalho oferece-nos uma perspetiva sobre as origens dos nossos medos mais irracionais. Este medo é despoletado pelo conteúdo noticioso dos media que vive da violência, estereótipos, e o cultivo de ansiedade.

Quanto mais televisão vemos, mais inseguros e com medo dos outros e do mundo nos sentimos.

Além desse medo, podemos assistir a programas que transmitem valores como a intolerância, o extremismo, a raiva, a vingança e até um estilo político paranóico que ameaça os valores democráticos básicos.

A maioria das pessoas que estão a ler este artigo, provavelmente estão bem alimentadas, possuem um lar e têm alguma abundância de recursos, etc. Fato é que, em determinado momento, a maior parte da população mundial vive em paz.

Existem guerras, assassinatos e conspirações, sem dúvida, mas não ao nível que as notícias relatam, ou seja, elas não são a parte principal da vida, e não demonstram como a maior parte do mundo funciona.

Atenção, referimo-nos à maior parte do mundo, e não a países envoltos em guerras e conflitos constantes.

Todos nós assistimos a um fluxo interminável de notícias nos últimos dias sobre as coisas terríveis que acontecem em todo o mundo.

Algumas pessoas tornam-se mais paranóicas, outras tratam as histórias mais normalmente e são capazes de fazer o seu trabalho diário, filtrando a informação de forma seletiva.

Há mesmo alguns que se preocupam que um vírus ou doença certa acabará por provocar o fim da humanidade.

Neste sentido, vivemos numa perspetiva distorcida do mundo em torno de nós, podendo afetar sociedades e não apenas alguns indivíduos.

Como as pessoas vêem o mundo como um lugar cada vez mais inabitável, com a redução da sensação de segurança, o pessimismo começa a consolidar-se e as pessoas perdem o interesse pela própria vida.

Os adultos ensinam e transmitem às crianças uma perspetiva negativa a partir de uma idade muito precoce, dizendo coisas como "Não fales com pessoas que não conheces, não aceites o chocolate de ninguém, porque está provavelmente envenenado”.

Como resultado, começamos a ver o mundo em torno de nós como um lugar sujo, perigoso e ameaçador desde uma idade muito precoce.

Deixamos a sugestão e o desafio de ver este documentário realizado por George Gerbner e Michael Morgan, ficando a compreender o poder que a comunicação social tem na "intoxicação” da nossa mente.