Será que compramos o presente certo?

Sustentabilidade Será que nós compramos o presente certo? Como podemos saber se compramos uma coisa que a pessoa vá gostar? Venha entender um pouco mais sobre este assunto aqui.
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Nesta época festiva, muitos de nós gastam uma boa quantidade de dinheiro à procura do presente de Natal perfeito para amigos e entes queridos.

O que não se sabe é que a maioria das pessoas compra os presentes que os destinatários não comprariam para si próprios.  

Mas há mais do que apenas um custo financeiro neste processo. Há também o custo dos danos que o presente errado, ou inadequadamente escolhido, pode fazer a um relacionamento.

Dado que a maioria das pessoas escondem os seus verdadeiros sentimentos ao receber um presente, como vamos saber se elas realmente gostam?

Uma investigação revelou uma série de fatos sobre os presentes festivos:

  • 89 % das mulheres e 79 % dos homens fingiu gostar de um presente que odiou.
  • Metade de todas as pessoas do mundo já mentiram a um ente querido sobre uma prenda que não gostaram.

Socialmente existe uma estratégia adoptada para proteger os sentimentos do doador.

Desde que o ser humano começou a trocar presentes, a fim de preservar os laços sociais, o presente errado começou a ameaçar enfraquecer ou danificar o laço emocional.

Não é de admirar, então, que muitas pessoas experimentem sentimentos de ansiedade ao dar ou a receber um presente. Por exemplo:

  • 1 em cada 4 pessoas disseram que o acto de dar um presente feito por eles, os fez ficar ansiosos.
  • 1 em cada 5 pessoas disseram  que quando recebem um presente se sentem ansiosos. 
  • Os homens experienciam maior ansiedade do que as mulheres, quando oferecem presentes.

Consequentemente, as pessoas adoptam comportamentos que visam esconder os seus verdadeiros sentimentos quando recebem um presente.

Contudo, os homens são mais propensos a dizer a verdade do que as mulheres.

No entanto, a pesquisa mostra que os verdadeiros sentimentos "vêm ao de cima”, na comunicação não-verbal entre o receptor e o doador do presente:

  • As pessoas fazem mais contacto visual com o doador se realmente gostarem do presente. Se não gostarem irão evitar o contacto ocular por medo de revelar como realmente se sentem.
  • As pessoas produzem um sorriso falso usando apenas os músculos da boca (e não dos olhos) quando fingem gostar de um presente. É difícil produzir um sorriso genuíno.
  • As pessoas quando realmente gostam de um presente, vão mostrá-lo a outros, interagem com ele, experimentam, etc. Mas se não gostarem arrumam-no, o mais rápido possível.

Então, como podemos evitar que os destinatários de nossas ofertas não gostem dos nossos presentes?

Há três "regras" sobre troca de presentes, quando se trata de escolher o presente certo para aquela pessoa especial:

Adequação

O presente tem um valor expressivo que indica a profundidade da relação. Portanto, um presente deve ser de um valor apropriado ao nível de intimidade. Ele não deve violar os limites de relacionamento por ser muito íntimo ou muito extravagante para o estado actual do relacionamento.

Empatia

Um presente positivo deve ser imbuído de significado compartilhado, mostrar compreensão da necessidade e sinalizar uma ligação no relacionamento. Muitos presentes falham por falta de significado.

Esforço

Um presente de sucesso exige algum esforço por parte do doador. O melhor presente é aquele que revela um elemento de "sacrifício de doador", indicando que quem oferece pensou que o receptor é digno de algum esforço.