Ser o pai e Ser o Adolescente

Sustentabilidade A adolescência é um período de mudanças e oportunidades, exige relações familiares saudáveis e é também a fase do descobrimento. Venha entender um pouco mais sobre este assunto aqui.
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Pensar sobre a adolescência implica pensar sobre a parentalidade. A adolescência, período de mudanças e oportunidades, exige relações familiares saudáveis e, portanto, pais conscientes.

A parentalidade é uma competência relacional que estrutura a personalidade do adolescente e o ajuda a atingir em harmonia a idade adulta.

A eficácia do seu exercício pressupõe encará-la como um processo em constante mudança. Por duas razões:

Primeiro, porque o desenvolvimento do indivíduo ocorre em diferentes estádios sendo, por isso, necessário uma adequação de atitudes, comportamentos e cognições às diferentes fases do ciclo de vida.

Segundo, porque é exercida num sistema dinâmico com influências entre todos os seus membros.

Na relação pais-filhos, a comunicação é um aspecto chave.

Uma comunicação aberta não acontece por acaso. Resulta de esforço, persistência, disponibilidade e compreensão.

Nas famílias onde os membros podem manifestar emoções e opiniões sem se sentirem ameaçados ou desvalorizados, os conflitos são transformados em momentos de conhecimento e aprendizagem.

Uma boa comunicação promove (e implica) o afeto.

A percepção de afecto parental pelo adolescente facilita uma adaptação positiva à vida.

Isto é, quando os adolescentes possuem vínculos positivos (relação de aceitação, proteção, calor afetivo, etc.) com os seus pais e as práticas parentais são caracterizadas por níveis ajustados de autonomia e controlo, os adolescentes ficam mais protegidos contra o desenvolvimento de problemas psicológicos.

A transmissão positiva de afeto está muito dependente dos estilos educativos adotados.

Práticas assentes na regulação entre controlo e autonomia definem-se por um elevado nível de controlo e exigência e, em simultâneo, encorajam a autonomia e a comunicação.

As regras são bem definidas, mas sempre adaptadas às características e necessidades dos filhos.

Uma boa comunicação associada a estilos educativos democráticos ajudam à formação de jovens ativos e responsáveis.

Educar é um processo contínuo e os pais, desde o nascimento dos seus filhos, devem refletir na importância do seu papel.

Ou seja, não podem deixar para "amanhã” o que pode ser feito "hoje”.

Algumas estratégias a implementar desde cedo e de preparação à adolescência:

  • Favorecer um ambiente familiar seguro e terno.
  • Estimular a confiança, o respeito e a honestidade.
  • Promover nas crianças atitudes de responsabilidade e de cuidado pelo que é seu.
  • Investir na comunicação entre pais e filhos, promovendo relações emocionalmente estáveis.
  • Ensinar às crianças a importância dos limites.
  • Ensinar a importância do pensar antes do agir.

Cada fase do nosso ciclo de vida constitui um verdadeiro desafio.

Em cada uma delas, novas conquistas se impõem e novas competências são desenvolvidas.

Um bom exemplo é o ser pai e o ser adolescente.

Desafio motivador se os protagonistas se envolverem numa relação em que o complexo se torna (adequadamente) simples e o simples se torna afeto.