Quando os alimentos que consideramos saudáveis nos fazem mal

Bem Estar Conheça alguns alimentos que, apesar de serem considerados saudáveis podem, por sua vez, nos fazerem mal.
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São cada vez mais as pessoas que recusam alimentos tidos como saudáveis, e que sempre consumiram.

Os motivos são variados: porque lhes faz doer a cabeça, porque lhes dá dores articulares, por causa da sua asma ou rinite, ou mesmo porque influencia a forma como se sentem e se comportam.

Mas será possível que a ingestão de determinados alimentos possa mesmo influenciar as dores que sentimos nas articulações, a asma, a rinite ou mesmo a forma como nos comportamos? A resposta é sim.

Alimentos são informação:

A cada alimento ingerido, estamos a dar diferentes informações ao nosso organismo, e ele vai responder. Essas respostas podem ser hormonais, metabólicas, fisiológicas, psicológicas, genéticas e imunitárias.

Os alimentos são por isso muito mais do que apenas fornecedores de nutrientes: a estrutura das proteínas presentes, a qualidade dos ácidos gordos e hidratos de carbono fornecidos, a forma de apresentação das diferentes vitaminas, minerais e fitoquímicos tornam o alimento algo único, que até hoje foi impossível replicar.

Respostas imunitárias aos alimentos:

Até ao momento, a comunidade científica apenas aceita as alergias alimentares mediadas pelas IgE (imunoglobulinas E) como a única forma de reagirmos aos alimentos.

Daí que quando se pensa em avaliar se reagimos aos alimentos, se pense automaticamente nas únicas formas consensuais para determinação destas alergias (que envolvem análises de sangue, e pequenas picadas no braço).

Sabe-se hoje que podemos reagir aos alimentos através de outros mecanismos imunitários que não envolvem as IgE (como já falamos aqui) .

E que essas reações imunitárias podem estar associadas a diferentes processos inflamatórios em diferentes zonas do nosso organismo (dependendo de pessoa para pessoa).

Isto significa que para essas pessoas, a ingestão de um determinado alimento vai facilitar ou mesmo induzir uma determinada queixa (que pode variar entre uma dor articular, o agravamento de um eczema, ou mesmo queixas urinárias).

Já anteriormente falamos da relação que existe entre as diferentes mucosas, como pode ver aqui.

Mas isto não significa que sempre que temos uma determinada queixa, esta vai ser motivada pela ingestão de alimentos, ou mesmo de um determinado alimento.

Um exemplo que tem ganho cada vez mais notoriedade é a sensibilidade ao glúten não celíaca, onde o glúten (uma proteína que existe em cereais como o trigo, cevada e centeio) é capaz de induzir uma resposta imunitária.

Apesar do estimulo ser o mesmo, diferentes pessoas vão ter diferentes queixas – para algumas podem ser enxaquecas, já para outras podem ser queixas cutâneas, respiratórias ou simplesmente fadiga.

Daí que não seja de estranhar que algumas pessoas deixem de consumir determinados alimentos, pois significa que foram capazes de identificar quais os alimentos, que no seu caso, poderiam contribuir para determinados sintomas.

E sim, podem ser alimentos como o milho, o trigo, os lácteos, ou outros alimentos com a laranja ou mesmo as amêndoas.

Cada individuo é único: nos seus genes, na forma como os expressa, na forma como percepciona o ambiente em redor, ou mesmo na forma como responde aos diferentes estímulos externos.

Possui uma composição de microbioma intestinal única, e um estado nutricional únicos (até pode comer o mesmo que outra pessoa, mas a forma como digere, absorve, metaboliza e excreta os diferentes alimentos e nutrientes é única).

É também único nas suas experiencias emocionais, imunitárias e tóxicas. Tem por isso que ser visto como tal.

Se quiser saber mais sobre este tema, já no próximo mês de março vai realizar-se o Primeiro Congresso Internacional de Alimentação Inteligente.

Um evento online e gratuito, onde no dia 4 de Março vou abordar este tema.