Quando dois passam a ser três: a vida conjugal na parentalidade

Bem Estar Entenda os desafios do casal para a vinda de um filho, veja algumas mudanças que os parceiros irão passar nesse período.
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Crescer pressupõe "o outro”. Receber, dividir, partilhar… Deixamos de ser um pouco menos crianças quando somos pais?

O que acontece à vida conjugal?

A gravidez é vivenciada pelos futuros pais de forma diferente. As sensações, as percepções e os medos são diferentes nos dois sexos, num percurso, que se nalguns momentos se distancia, se deve também nalguns momentos cruzar.

Essa aproximação e partilha no casal prepara-os para uma nova fase.

O grande desafio surge. É o momento da chegada do bebê!

A passagem da relação dual a uma relação triangular promove e precipita grandes mudanças.

Porquê? Se até então o casal estava centrado na sua vida conjugal e nos respetivos percursos individuais, vai- lhes ser acrescentada uma nova função: a da parentalidade.

A conceção e formação da estrutura familiar como espaço emocional comum parecem permitir uma melhor adaptação à entrada numa nova fase no ciclo da mesma.

A qualidade da relação do casal e as suas expectativas determinam a vivência mais positiva de uma fase em que o "nós” deve sobrepor-se ao "eu” e a cooperação à competição.

Esteja atento para uma entrada e permanência positiva na parentalidade:

Antecipe e Partilhe:

  • O que esperam um do outro;
  • A gestão das tarefas;
  • A integração das famílias de origem;
  • A reorganização da casa;
  • Os modelos de educação de origem, no sentido da construção de um novo modelo.

Após o nascimento do seu filho:

  • Retire algum tempo das suas rotinas para a vida conjugal;
  • Cuide do espaço conjugal da mesma forma que do espaço parental.

Mesmo assim, é importante não estranhar mas lidar com a ambiguidade de sentimentos que por vezes surgem.

Trata-se de um processo de adaptação da vida conjugal à nova realidade: a imagem de si e do outro é alterada, surgem novas emoções e, tudo isso, acontece em simultâneo com o exercício de novas responsabilidades (desconhecidas até então) nos cuidados ao bebê. 

Os pais debatem-se com desgaste físico, poucas horas de sono, atenção centrada na criança e, consequentemente, pouco tempo para a vivência conjugal.

Esses papéis apenas têm de ser ajustados ao longo do tempo, pressupondo para isso uma atitude crítica, construtiva e tolerante.

A parentalidade é uma opção fascinante feita em caminhos desconhecidos.

É uma realidade que resulta positivamente através do crescimento pessoal e da cooperação do casal.

Aprende-se no dia a dia, na relação com o filho e através da vivência de experiências e de emoções.

Na construção de um novo capítulo da história familiar, o novo ser traz consigo a descoberta de um novo casal.