Quando a boca não tem juízo, o cérebro é que paga

Alimentação Saiba quais alimentos você deverá evitar para não prejudicar seu cérebro e lembre-se ''Se a boca não tem juízo, o cérebro é que paga''.
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Há momentos na vida em que os nossos pensamentos fluem rapidamente, a nossa criatividade parece não ter fim e o nosso espírito de iniciativa parece não ter limites.

Mas há outros em que nos sentimos... menos espertos.

Já não conseguimos entender a piada, encontrar a solução para um problema que parecia simples, esquecemo-nos de datas e compromissos importantes, a nossa fonte de criatividade parece ter secado.

Mais do que nos resignarmos, ficamos irritados e frustrados, pois temos a clara noção que nós éramos capazes de fazer, entender ou criar algo que agora estamos com imensa dificuldade em conseguir.

Caso se tenha reconhecido nesta descrição, ou caso nem sequer se queira chegar a reconhecer, está na altura de começar a prestar atenção ao que opta por comer. 

Gorduras trans  ou gorduras vegetais hidrogenadas:

É importante que compreenda e memorize: mais de metade do nosso cérebro é gordura.

A membrana celular (estrutura que reveste todas as células do corpo),  é feita principalmente de gordura.

As gorduras certas (as gorduras polinsaturadas)  tornam esta membrana fluida, enquanto as gorduras erradas (as trans e as vegetais hidrogenadas) tornam esta membrana mais perra.

A opção agora é sua, se a sua alimentação for mais rica em gorduras boas (como o peixe, o azeite ou as oleaginosas).

As suas membranas celulares vão estar mais fluídas, vão escutar melhor os outros neurónios e os seus neurónios vão mais facilmente comunicar entre si , facilitando o brainstorming que tanto precisamos.

Se optar pelas gorduras trans ou as vegetais hidrogenadas vai começar a sentir que o seu cérebro já não é o que era... Por alguma razão o consumo destas últimas gorduras está associado a depressão, a menor QI e a demência.

Alimentos vazios:

O discurso dos alimentos altamente calóricos e vazios de nutrientes já não é novo, mas infelizmente, para muitos, esta mensagem é só para quem "tem problemas de peso”.

A visão simplista da comida como aporte calórico fez com que milhares de pessoas "que não engordam”, deixassem de dar importância ao que ingerem diariamente.

Apesar do excesso calórico não lhe fazer grande dano em termos de acumulação adiposa, a verdade é que a falta de nutrientes fundamentais pode estar a comprometer, e muito, a sua performance cognitiva.

Os neurotransmissores são feitos de nutrientes, precisam de nutrientes para serem produzidos e sem nutrientes a ordem dada pelos neurotransmissores não é acatada.

As vitaminas e os minerais, são verdadeiros parafusos nas milhares de vias metabólicas presentes no nosso organismos, sem os quais o metabolismo pode bloquear.  

A deficiência em ácido fólico é associada a depressão, a falta de magnésio à irritabilidade e ao aumento da tensão e não nos podemos esquecer da demência associada à deficiência grave em vitamina B3.

Com isto pretendemos que compreenda que caso a sua alimentação seja rica nestes alimentos ricos em calorias e vazios de nutrientes.

O seu cérebro pode já não ser o que era simplesmente por... falta de matéria-prima. 

Açúcar:

Considerado por muitos como um verdadeiro veneno disfarçado pelo seu doce sabor, o açúcar também não faz nada bem ao seu cérebro.

Surpreendido? Vamos perceber porquê.

Este nobre órgão funciona preferencialmente à base de glicose (o açúcar do sangue), e tem de estar constantemente a ser alimentado para poder funcionar corretamente.

Quando consumimos açúcar, alimentos ricos em açúcar ou alimentos feitos com farinhas refinadas, o açúcar aqui contido é rapidamente absorvido para o sangue.

Mas como de uma forma geral, tudo o que rapidamente sobe, rapidamente desce, a descida brusca dos níveis de açúcar no sangue.

Que se segue após o consumo desses alimentos, faz com que o cérebro deixe de receber a glicose que tanto necessita de uma forma estável, entrando em "sofrimento”.

Irritabilidade, ansiedade,  sensação que "falta qualquer coisa”, a vontade de "comer qualquer algo” que normalmente é fruta, pão, bolachas ou mesmo doces são as formas mais fáceis de perceber que algo não está bem.

Dito isto, todos os que vão buscar um doce antes de um exame para ter "energia para o cérebro”, podem estar a tomar a pior decisão de todas.

Pois quando os níveis de açúcar descerem, a irritabilidade, e a falta de glicose no cérebro vão dificultar e muito, a obtenção da resposta certa.

O açúcar é um verdadeiro exemplo de calorias vazias, requer o uso de diferentes nutrientes para ser metabolizado.

O que significa que, além de não contribuir com nenhuns, ainda os vai gastar, agravando uma eventual desnutrição vitamínica e mineral... 

Agora que já sabe quais os alimentos que pior fazem ao seu cérebro, está nas suas mãos (e principalmente na sua boca), fazer as melhores escolhas.

Lembre-se desta frase: se a boca não tem juízo, o cérebro é que paga.