Produtos Alimentares Teoricamente Comestíveis

Alimentação Teoricamente há uma série de produtos alimentares que podem ser consumidos mas que não fazem bem para o corpo.
Você vai ler:

Nos últimos anos, os hábitos alimentares mudaram. E uma das maiores diferenças está sem dúvida na qualidade de alimentos ingeridos – ou melhor, na quantidade de produtos processados que passamos a considerar como alimentos.

Comecemos por esclarecer que um alimento é uma substância que, quando introduzida no organismo, serve para nutrir as nossas células (que significa dar os nutrientes necessários para o funcionamento do organismo), e para a produção de energia.

Ou seja, os alimentos são fornecedores de nutrientes (proteínas, hidratos de carbono e gordura; e de micronutrientes como vitaminas, minerais, oligoelementos e compostos fitoquímicos).

Do outro lado, temos alguns produtos, que apesar de inicialmente terem algum alimento como base, foram submetidos a tantas alterações térmicas, químicas e à adição de tantos compostos não alimentares, que no final, não sei se podermos mesmo chamar-lhes alimentos, ou de produtos alimentares teoricamente comestíveis.

Vejamos alguns exemplos:

Refrigerantes

Um refrigerante é feito de água, açúcar e diferentes compostos químicos criados artificialmente com o determinado propósito.

A água vai dar-nos compostos importantes, e o açúcar dá-nos um aporte energético (mas infelizmente a um custo muito alto, em especial quando consumido de forma regular, onde a desnutrição, diminuição da capacidade cognitiva, diminuição da nossa capacidade imunitária são apenas alguns exemplos).

E quanto aos outros compostos químicos associados?

Não servem para nutrir, nem mesmo para aporte energético  - alguns são tratados pelo nosso organismo como um tóxico que tem que ser eliminado, já outros vão perturbar o delicado equilibro ácido-base que garante o adequado funcionamento das nossas células.

Será que poderemos mesmo considerar este produto como alimento?

Farinhas

Quando pensamos em pão, pensamos em farinha, fermento, água e sal (e nalguns casos, com alguns extras, como ovos, uvas passas, nozes ou sementes).

E relativamente a este tipo de pães, sem dúvida que estamos a falar de alimentos.

Mas por acaso tem olhado para os ingredientes dos pães produzidos atualmente?

Para além da farinha, fermento e sal, são acrescentadas diferentes gorduras manipuladas pela industria alimentar (algumas delas associadas a aumento da inflamação e a depressão) e depois uma enorme variedade de diferentes aditivos, cujos nomes são difíceis de pronunciar.

Bolachas

O mesmo se passa com as bolachas – longe vão os tempos em que as bolachas tinham apenas farinha, ovos, açúcar e outros ingredientes como canela ou raspa de laranja.

Agora a lista de ingredientes é bem mais complexa – mas infelizmente esta complexidade não se deve a alimentos diferentes (como amêndoas, coco ou outros), mas sim a gorduras que não existem na natureza, e diferentes compostos químicos que não vão ter qualquer efeito nutritivo ou energético.

Mousses

Todos conhecemos a mousse de chocolate, ou mesmo os pudins, e existem diferentes formas de o fazer e todas elas usando alimentos verdadeiros. Mas por acaso já parou para ler os ingredientes das mousses ou dos pudins já preparados que compra?

Por vezes, qualquer semelhança com os ingredientes usados nas versões verdadeiras parece ser pura coincidência.

Estes são apenas alguns exemplos dos milhares de produtos que atualmente preenchem as prateleiras dos nossos supermercados.  Se não estiver atento, só através da alimentação é capaz de estar a ingerir diferentes compostos artificiais, que não o vão nutrir ou fornecer energia. Será que podem mesmo assim ser considerados alimentos?

Eu pessoalmente chamo-lhes "produtos alimentares teoricamente comestíveis”.

Quais os efeitos que podem ter se consumidos de forma continuada e em associação?

Ninguém sabe... Pois quando testaram a segurança de um determinado aditivo alimentar fizeram-no de forma isolada, e não em associação com uma dezena ou mesmo centena de outros compostos que vão ser ingeridos simultaneamente.

Daí que para mim, faça muito sentido uma frase que li recentemente, junto a uma refeição de produtos alimentares processados: "Isto não é uma refeição, mas sim uma experiência científica não controlada”.

Assim sendo, o nosso conselho vai no sentido de deixar estes produtos alimentares "teoricamente comestíveis” nas prateleira.

Leia a lista de ingredientes, e se esta for diferente do tipo de ingredientes que esperaria, ou se estiver repleta da nomes estranhos, evite comprar ou consumir esse produto.

Escolha o produto cujos ingredientes sejam alimentos verdadeiros, que sempre conheceu.

Possivelmente são um pouco mais caros, mas em vez de se perguntar porque é que são mais caros, passe a questionar-se porque é que os outros são tão baratos... possivelmente porque de alimentos verdadeiros têm pouco.