Procrastinar

Bem Estar A procrastinação é quando deixamos para amanhã o que podemos fazer hoje, evitando fazer tarefas dificeis.
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Todos nós podemos sentir vontade de deixar para amanhã o que que é possível fazer hoje mas, quando de forma persistente, evitamos tarefas difíceis procurando em alternativa tarefas distrativas estamos perante condutas de Procrastinação. 

Procrastinar é uma dificuldade crónica de auto controle "escolhendo” o individuo dilatar os prazos de execução daquilo que tem a fazer.

Se, procrastinar a curto prazo causa algum alívio, a médio e longo prazo torna-se uma vivência desagradável gerando angústia e sentimentos de culpa.

A impulsividade, as expectativas e o valor atribuído pelo indivíduo à tarefa são factores que intervêm neste comportamento. Daqui, se percebe, que as obrigações que menos arrastamos são as que mais disfrutamos e melhor somos capazes de realizar.

Mais, a procrastinação pode assim ser entendida nalgumas situações não como a causa mas como um sintoma de outros problemas.

Os procrastinadores tendem a afirmar que a motivação precede a ação e a encontrar nessa crença uma desculpa para a inatividade.

No entanto, sabemos que o comportamento humano é orientado para objetivos e que, a partir dos resultados obtidos, obtemos motivação para continuar.

Na sociedade atual encontramos indivíduos submersos em obrigações e com grande dificuldade em dizer não e outros que expostos a uma diversidade tão grande de estímulos se tornam incapazes de definir objetivos.

Ambos enfrentam a possibilidade de desenvolverem um quadro de ansiedade e a atitudes de procrastinação.

No primeiro grupo, encontramos indivíduos que utilizam verbalizações muito associadas ao conceito de dever, e, por isso pouco positivas ("devia…” ou "tenho que...”).

Tornam- se vítimas num processo em que por vezes o óbvio (não querer) não é permitido e, por isso negado.

No segundo, indivíduos para os quais "amanhã” é o momento ideal para a realização da tarefa.

As regras e a nossa concepção sobre o mundo e sobre nós próprios geram muitas vezes desconforto na execução das tarefas. A resposta ao desconforto é procrastinar. 

Será sempre mais vantajoso, até porque mais agradável, realizarmos uma tarefa porque queremos.

Mas, a fuga à realização da mesma não só provoca sofrimento e sentimentos de culpa como impede o prazer na tarefa de substituição.

A vida implica auto disciplina. "Crescermos” nessa atitude é sinal de maturidade e de equilíbrio, prevenindo emoções negativas, essas sim, geradoras de doença. 

Procrastinar tem uma série de desvantagens: enfraquece o sistema imunológico, diminui a qualidade do sono; altera a qualidade das suas relações; afeta a vida profissional, académica e pessoal.

Trata-se de um comportamento complexo e que impede que o indivíduo oriente a sua própria vida.  

Como combater a procrastinação? 

  • Reveja as suas prioridades e faça uma lista das tarefas a realizar.
  • Evite listas longas.
  • Escreva uma declaração de compromisso e partilhe os seus objectivos com alguém da sua confiança.
  • Defina metas realistas para cada uma das tarefas.
  • Divida cada tarefa em tarefas específicas.
  • Atribua significado a cada tarefa.
  • Defina uma recompensa a si mesmo pela execução das mesmas.
  • Elimine tarefas que sabe que não vai realizar e até pode delegar. Seja honesto consigo próprio.
  • Estime o necessário para realizar uma tarefa. Respeite-o.
  • Realize a tarefa nas condições adequadas.
  • Neutralize os pensamentos típicos do procrastinador.
  • Preveja momentos de pausa e respeite-os. 

Desafie as suas atitudes de procrastinador e sinta as vantagens de orientar a sua vida num projecto constante de desenvolvimento pessoal!