Osteopatia é uma resposta às suas Infecções Urinárias

Bem Estar Veja os benefícios do tratamento Osteopatia e como pode ajudar no combate a infecção urinária.
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As infecções urinárias afetam uma larga percentagem da população feminina. O pico manifesta-se durante a infância e a menopausa.

Estima-se que, durante a idade fértil, por ano, 6 a 8% das mulheres sofram um caso de infecção do trato urinário baixo. Cerca de 20% da população feminina sofre, pelo menos uma vez na vida, uma infecção.

Nesta população, 20% tem tendência a recidivar. As infecções urinárias do trato urinário baixo são provocadas, na maior parte dos casos, por bactérias existentes na flora fecal.

As bactérias existentes na região anal podem progredir para a vulva vaginal, invadir a uretra e eventualmente progredir para a bexiga.

Quando existe, por mililitro de urina, 100.000 ou mais colónias estamos em presença de uma cistite aguda; quando este valor é inferior a 100.000 CFL/ml existe uma síndrome uretral agudo.

Os germes causadores mais frequentes são: Escherichia coli, cerca de 70 a 85%, e Staphylococos saprophyticus entre 10 a 20%.

Os menos comuns incluem os Proteus mirabilis, Klebesiella pneumonia, entre outros. Algumas espécies estão associadas com infecções nosocomiais.

Os mecanismos de defesa da zona inferior da bexiga estão associados a um pH vaginal inferior a 4.5 à acção de defesa das células da mucosa uretral e vaginal.

As mulheres resistentes às infecções possuem anticorpos contra os seus agentes fecais patógenos, enquanto as mulheres mais vulneráveis apresentam uma deficiência imunitária.

Os mecanismos de defesa da bexiga estão associados ao seu esvaziamento, pois este remove um número significativo de organismos invasores.

Depois de urinar, as Imunoglobulinas A (IgA) existentes na mucosa da bexiga destroem as bactérias residuais. Um pH urinário inferior a 7 a existência de amónia, ureia e outros componentes na urina inibem o crescimento bacteriano.

Como pode intervir o osteopata para ajudar no combate à infecção urinária?

O osteopata intervém com o objetivo de normalizar as estruturas de modo a obter as melhores condições de homeostasia.

A inervação tanto da bexiga como da uretra estão dependentes do sistema nervoso vegetativo que se situa a nível medular S2 a S4. Estes níveis correspondem ao nível vertebral da 1ª e 2ª vertebras lombares.

Qualquer lesão a este nível pode ter repercussões sobre a enervação e conduzir a um estado de facilitação, ou seja os órgãos dependentes ficam numa condição de maior reacção a qualquer estímulo.

Deste nível medular são também provenientes as fibras motoras do nervo pudendo que tem papel fundamental na motricidade da uretra e dos músculos pélvicos.

Para fazer um esvaziamento completo da bexiga é necessária que a resposta motora se faça com vigor e intensidade e esta está dependente destes mecanismos assim como de um tónus muscular conveniente, daí a importância do reforço dos músculos pélvicos e abdominais.

O nervo pudendo está relacionado, em termos anatómicos, com o sacro e os ilíacos sendo que as lesões que envolvam estas estruturas podem ter repercussão sobre o seu funcionamento.

A fáscia pélvica que faz a conexão dos órgãos pélvicos com a parede pélvica é muitas vezes o local de aderências e fibrose que intervém quer sobre a estrutura nervosa, quer sobre a estrutura vascular.

A vascularização da bexiga e da uretra está dependente da artéria hipogástrica que se origina na bifurcação da artéria ilíaca comum e que se localiza a nível do disco entre a última vertebra lombar (L5) e o sacro. As lesões a este nível podem ter repercussão sobre o débito arterial.

A relação com o útero, cólon e sigmóide são importantes para que haja uma mobilidade entre as vísceras funcionalmente adaptada e que é fundamental para que exista uma boa drenagem venosa linfática.

Estas são algumas das questões de biomecânica pelas quais deve ser avaliada por osteopatia se sofre de infecção urinária de repetição.