O stress oxidativo causa desequilíbrios no corpo e mente

Bem Estar Saiba o que aumenta o stress oxidativo e veja dicas de como você pode evitar esses sintomas, garantindo seu bem-estar.
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O stress de que tanto se fala nos países ocidentais corresponde a pouco tempo para actividades de lazer:

Vidas agitadas, muitas solicitações, pouca capacidade de resposta para tudo o que se "tem de fazer”.

Para lidar com este stress sugerimos práticas como o mindfulness.

A prender a abrandar é fundamental.

Esta vida agitada pode potenciar o stress oxidativo que é algo mensurável através do sangue e que nos debilita física e mentalmente quando em excesso.

O que é o stress oxidativo?

De forma natural e por consequência do acto de respiração e produção de energia, existe produção de radicais livres de oxigénio.

Estes, são moléculas muito reactivas que em quantidades pequenas são benéficas ao organismo (são uma forma de defesa).

Mas que atingindo proporções maiores têm consequências na saúde.

Os antioxidantes têm a função de neutralizar os radicais livres e podem ser ingeridos pela alimentação ou produzidos pelo organismo.

Da relação entre a produção de radicais livres e a quantidade de antioxidantes do corpo, surge o conceito de stress oxidativo.

Muitos radicais livres, poucos antioxidantes ou ambos, potenciam stress oxidativo elevado.

O que aumenta o stress oxidativo?

Tudo o que aumentar a produção de radicais livres ou influenciar a ingestão de antioxidantes, leva a aumento do stress oxidativo:

  • Genética e idade;
  • Poluição, tabaco, tóxicos industriais e poluentes ambientais;
  • Todo o tipo de radiação, com relevo para a exposição ao sol nas horas do meio do dia;
  • Químicos alimentares;
  • Exercício exagerado ou falta de exercício;
  • Polimedicação;
  • Intoxicação por metais pesados;
  • Alimentação pobre em antioxidantes;
  • Doenças inflamatórias.

Consequências físicas

O stress oxidativo descontrolado lesa os órgãos ao longo do tempo, impedindo-os de realizar as suas funções normalmente. Está por isso na base do envelhecimento e de diversas doenças.

As rugas na pele são a expressão mais visível do stress oxidativo pela consequente perda de elasticidade. Mas existem muitas outras doenças que são potenciadas por esse stress.

São exemplos: aterosclerose, hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crónica, doença renal e neurodegeneração, cancros, asma.

A falta de energia está também relacionada com o stress oxidativo e com a coenzima Q10.

A predisposição genética de cada um para o desenvolvimento de doenças será potenciada pelo stress oxidativo elevado.

Consequências mentais

A função cerebral também é alterada pelo stress oxidativo, havendo diminuição da rentabilidade mental mais cedo do que seria de esperar. 

Verifica-se também aumento de risco de diversas doenças/sintomas:

Ansiedade, depressão, esquizofrenia, doença bipolar, doença de alzheimer, doença de parkinson.

Não deixe que o stress oxidativo prejudique o seu corpo e mente. Comece já hoje:

  • Tenha um estilo de vida sem tabaco e com exercício físico moderado;
  • Diminua a exposição a poluentes e tóxicos ambientais e alimentares;
  • Coma diariamente muitos legumes e frutas com cores intensas e variadas;
  • Pratique ioga, pilates, meditação, mindfulness;
  • Depois dos 35 anos tome um suplemento antioxidante de forma intermitente, ou sempre que tiver exposição a factores de risco aumentados;
  • Se quiser conhecer bem a sua situação, meça o seu stress oxidativo e faça suplementação com antioxidantes se necessário.