O quarto trimestre da gravidez – a vivência da mamã

Bem Estar São alterações temporárias e normais dessa transição, onde a mãe está em tempo de adaptação com o bebê, um momento novo para ambos.
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Para a mulher, o tempo que se segue ao nascimento do bebé é um tempo em tudo singular.

Diziam os antigos ser "um tempo de resguardo”.

A gravidez terminou, mas a mulher, se já não está grávida, ainda não se reconhece na pessoa que era antes de ser mãe.

Esses três meses que se seguem ao final da gravidez são, afinal, o quarto trimestre da gravidez.

Um tempo de grandes transformações físicas e psíquicas que importa conhecer para ser vivido com serenidade e em plenitude.

As hormonas – cabelo, unhas, irritabilidades, choro…

As hormonas que caracterizaram o ambiente corporal da mulher grávida não se alteram, instantaneamente, findo o parto. Muito pelo contrário.

De facto, durante as semanas seguintes, vai-se processando uma transição gradual do ambiente hormonal da gravidez para o ritmo hormonal da mulher não grávida.

Durante esta fase de transição o cabelo cai mais do que o normal e as unhas podem ficar mais quebradiças.

São alterações temporárias e normais dessa transição.

As variações hormonais nas semanas seguintes ao parto explicam em parte, a vulnerabilidade emocional da mamã que pode passar facilmente do riso às lágrimas.

Ter uma sensibilidade à flor da pele e uma irritabilidade incontrolável.

Apesar da enorme felicidade que está a viver a mulher-mãe pode sentir-se invadida por ondas de uma tristeza inexplicável, que em poucas horas também desaparecem.

A verdadeira depressão pós-parto, quando existe, aparece mais tarde, habitualmente entre os seis e os dez meses de idade do bebé.

O corpo – saber respeitar o tempo de transição…

A recuperação do tamanho do útero, da estrutura da bacia, do excesso de gordura abdominal e da elasticidade da pele do abdómen demora umas semanas.

Só findo o quarto trimestre da gravidez o corpo está preparado para dar início à generalidade dos exercícios físicos de recuperação musculo-esquelética.

O tempo de amamentação confere ao corpo da mulher características específicas que, a par de uma mais rápida recuperação do tamanho do útero.

Mantém um maior volume mamário e uma maior quantidade de gordura corporal.

Quando terminar a amamentação, idealmente depois dos seis meses de idade do bebé, o corpo estará então preparado para voltar gradualmente ao que era antes da gravidez.

A relação com o bebé – um tempo único e irrepetível

O quarto trimestre da gravidez é o tempo – único e irrepetível - em que a mamã e o bebé se vão conhecendo e reconhecendo, estabelecendo entre si a relação e os laços indestrutíveis.

Que permitirá ao bebé ser capaz de se ir, depois, separando com segurança e fazendo a descoberta do desconhecido.

Sabendo que terá sempre esse colo, essas mãos, essa voz e a batida desse coração onde regressar.

O quarto trimestre da gravidez é o tempo – único e irrepetível – em que a mulher, que já não está grávida mas ainda não está completamente não grávida.

Tem todos os sentidos apurados para o seu bebé, as noites com sonos interrompidos.

Os dias ajustados ao ritmo de acordares, fraldas e mamadas que não são os seus mas a absorvem por completo.

Este é um tempo exactamente para isto – viver em absoluto com o seu bebé.

A dedicação ao marido, o trabalho, as viagens, os amigos, a casa, as arrumações, os projectos de vida, a recuperação do peso, o exercício físico, a vida social …

Depois, depois terá todo o tempo do mundo para isso e muito mais, mas não agora, no quarto trimestre da sua gravidez!

Viver bem o quarto trimestre da gravidez é um segredo de felicidade para si, o seu bebé e a sua família!