O damasco – um fruto de vários nomes

Sustentabilidade Damasco: um fruto de vários nomes, conheça mais sobre esse fruto e veja quais são as suas variações orgânicas.
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O damasqueiro (Prunus armeniaca) é originário da Ásia mas chegou cedo à Europa, sendo já conhecido dos romanos.

A floração é precoce (Fevereiro/Março) e por vezes com frio e chuva, o que dificulta o vingamento do fruto.

Este só não é mais prejudicado porque grande parte das variedades cultivadas são auto-férteis, dispensando a polinização cruzada feita pelas abelhas e por outros insetos. Mas pelo sim pelo não é melhor termos pelo menos duas variedades que entrem em floração na mesma época.

O período de maturação e colheita depende das variedades e do clima da região, desde o início de Maio para as variedades mais precoces no Algarve, até meados de Julho nas regiões de inverno mais frio.

As variedades mais precoces, de Maio, são, por ordem de maturação, as seguintes: 

  • Current, Palabras,  Priana, Castelbrite, Beliana, Rojo Carlet.

As variedades mais tardias, de Junho e Julho, são (também por ordem de maturação):

  • Canino precoce, Bulida, Canino, Moniqui, Tadeo.

Mas há outras variedades, talvez menos divulgadas pelos viveiristas, mas que podem ter interesse para algumas regiões. É o caso das seguintes:

  • Temporão  de Vila Franca, Rouge de Rivesaltes.

Quanto à reprodução e plantação, as árvores para plantar são enxertadas de maneira a garantir as características da variedade.

Quando essa enxertia é feita num outro damasqueiro obtido por semente (porta-enxerto franco), a árvore terá maior longevidade, mas demora mais tempo a entrar em produção.

Alguns viveiristas utilizam o porta-enxerto de semente da variedade Canino, que para além de ser vigoroso e muito compatível com a variedade enxertada, também resiste melhor à falta de água, podendo ser mantido em sequeiro em solos profundos e com boa retenção de água da chuva.

Também está bem adaptado a solos calcários e argilosos.  

Na maior parte dos casos os viveiros em Portugal optam por enxertar em pessegueiro de semente, de modo a conseguir uma antecipação da produção.

É o caso dos porta-enxertos Nemaguard e Nemared, que obrigam à rega e requerem solos com boa drenagem e com baixo teor de calcário ativo.

O damasqueiro pode ainda ser enxertado em ameixeira, caso dos porta-enxertos Torinel e Montezo, mais adaptados a solos argilosos e com má drenagem.

Para a condução e poda opta-se geralmente por fazer um vaso, em que se deixam 3 a 4 pernadas sobre o tronco principal, inseridas entre os 50cm e 1m de altura.

O damasqueiro frutifica sobretudo em pequenos ramos frutíferos muito curtos (cerca de 5 cm), chamados "ramalhetes de Maio”, que se encontram sobre madeira (ramos) de 2 anos ou mais.

Os frutos nascem dos gomos florais situados na parte do ramo que cresceu no ano anterior. A poda de frutificação deve limitar-se à renovação desta madeira frutífera de 3 em 3 anos.

É sobretudo uma poda de limpeza e renovação, em que se eliminam os ramos (ou parte deles) que estão em piores condições.