O alargamento do conceito de Património Mundial está em conformidade com o Estatuto da Unesco?

Sustentabilidade O Património Mundial está em conformidade com o Estatuto da Unesco sim, veja mais sobre neste post.
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É defensável submeter a Convenção de 1972 a uma interpretação atualista e teleológica?

Se o objetivo último da Convenção é que o sistema de proteção instituído corresponda à realidade do património mundial carecido de proteção.

Então a Convenção da Unesco deve ser objeto de uma interpretação atualista e teleológica.

Foi o reconhecimento da necessidade de se proceder a uma interpretação dinâmica, atualista e teleológica da Convenção que levou o Comité Intergovernamental para a proteção do Património Mundial, Cultural e Natural.

A atualizar mais de vinte vezes, ao longo dos últimos 35 anos, as Orientações Técnicas para Aplicação da Convenção do Património Mundial.

Só assim se compreende que o conceito de património, inicialmente vocacionado para a classificação de bens naturais específicos ou zonas estritamente delimitadas.

Possa agora abranger, na interpretação autêntica e atualista das Orientações Técnicas, "bens em série”.

A necessidade desta evolução do conceito de património surgiu oito anos após a adoção da Convenção, na revisão de 1980 das Orientações Técnicas para Aplicação da Convenção.

O alargamento do conceito de Património Mundial está em conformidade com o Estatuto da Unesco?

Sim. De acordo com o seu Estatuto, a Unesco foi criada para fomentar a paz, mas não uma paz fundada em meros acordos políticos e económicos dos governos.

Pretende-se uma paz fundada numa "solidariedade moral e intelectual da humanidade”.

Não há exemplos de património natural que espelhem melhor a "solidariedade moral e intelectual da humanidade” do que o próprio Sistema natural Terrestre.

Mais: a proteção do Sistema Terrestre como património mundial está em conformidade com as funções da Unesco.

De "laboratório de ideias”, "estabelecimento de padrões”, "centro coordenador”, "capacitador dos Estados na área de competência da Unesco” e, sobretudo, "catalisador de cooperação internacional”.