Nós e o sol: a importância da escolha do protetor solar

Bem Estar Entenda a importância da escolha do protetor solar, veja porque uma escolha errada pode causar sérios problemas à pele.
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A vitamina D é essencial e a nossa exposição de forma segura ao sol, ajuda-nos a produzir a quantidade necessária.

Mas nas horas em que é suposto não termos exposição solar porque as radiações UVB (provocam o vermelho da pele) e UVA (responsáveis pelo envelhecimento da pele e pelo cancro) são perigosas, nem sempre é possível fugirmos delas ou protegermo-nos com chapéu e roupa adequada.

Perto do rio e do mar, por vezes torna-se irresistível ter o corpo ao sol.

Assim, os protetores solares acabam por ser necessários.

A nossa pele é o nosso maior órgão e por isso tudo o que colocamos nela deve ser muito bem escolhido, nomeadamente o protetor solar que usamos.

A Environmental Working Group avalia todos os anos centenas de protetores solares e publica o seu ranking.

  • Em termos gerais podemos dizer que existem 2 tipos de protetores solares, dependendo da forma como nos protegem das radiações solares:
  • Protetores solares químicos: São os mais comuns, têm compostos químicos que são absorvidos pela pele e que absorvem os raios solares não permitindo que nos lesem. Grande parte dos compostos nestes protetores são potenciais alteradores endócrinos que podem ser perigosos por exposição repetida, causando alterações hormonais que podem aumentar o risco de cancro, alterações na puberdade, baixo peso ao nascer, etc.
  • Todos os protetores químicos avaliados pelo Environmental Working Group tinham pelo menos um composto potencialmente perigoso. Exemplo: Oxibenzona. Muitos apresentam vitamina A (palmitato de retinol) que quando aplicado na pele e perante exposição ao sol, pode aumentar o risco de cancro.
  • Protetores solares físicos: Possuem na sua constituição minerais como o zinco, titânio ou ambos e formam uma proteção na pele que não é absorvida e que reflete a radiação. Há alguns anos, estes eram os protetores que por mais que esfregassem, ficava sempre uma camada branca. Agora existem protetores físicos com nanopartículas que já não deixam a camada branca na pele.

Quando tomar a sua decisão, pondere:

  • Escolha um produto que seja de largo espetro (protegem contra UVA e UVB);
  • Verifique se é à prova de água;
  • Prefira cremes e não pós ou sprays, pois o perigo de inalação é grande e não quererá estes compostos nos seus pulmões;
  • Prefira protetores de filtro físico e que por isso possuem na sua lista de ingredientes: óxido de zinco ou dióxido de titânio. Escolha protetores com nanopartículas e assim conseguirá proteger-se sem que se note. Se não quiser um protetor com nanopartículas, escolha um com partículas de tamanho acima de 100 nm mas saiba que ficará com a pele ligeiramente branca do produto. Estes protetores não precisam ser colocados com tanta frequência como os protetores químicos. Ao escolher a proteção física está também a ser mais amigo da natureza;

Se ainda assim preferir um protetor químico:

  • Não escolha os que possuem: oxibenzona, vitamina A ou repelente de insetos;
  • Escolha os que possuem: Avobenzona ou Mexoryl Sx;
  • Tenha consciência de que com alguns protetores químicos ao fim de 1 hora já perdeu 90% da proteção. Tem de reaplicar frequentemente;
  • Para ter a certeza de quando deve reaplicar o protetor, pode usar uma pulseira UV. Quando aplica em si o produto, aplique também na pulseira e a cor desta irá mudar quando chegar a hora de reaplicar e quando for hora de sair do sol. 

A melhor proteção de todas é com certeza não apanhar sol na horas de maior intensidade solar.

Mas quando precisar escolher um protetor já poderá decidir pelo melhor para a sua saúde!