Mudança desejada com um “Fim” Feliz

Bem Estar Conheça os princípios para a adoção e veja alguns dos processos presentes para quem quer adotar uma criança.
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São várias as razões que levam ao processo de adoção.

Em todas elas é necessária a consciência pelos próprios das razões subjetivas que fundamentam o pedido, para que a mesma se torne uma realidade afetiva, emocional e humana e não uma forma de resolução de problemas.

Ou seja, uma adoção bem sucedida pressupõe uma verdadeira motivação ao desejo da paternidade (condição, que interessa lembrar, equivalente a pais biológicos ou adotivos).

Todo o processo de decisão e de espera deve ser um período de gestação emocional. Nele se constroem os primeiros vínculos afetivos entre adotantes e crianças a adotar.

Neste período a avaliação psicológica das famílias é importante. Confirmar a possibilidade de construção de vínculos entre a família e a criança bem como a viabilidade da adopção é uma forma de proteção aos interesses dos menores e de tomada de consciência para os adultos.

Alguns Mitos Presentes neste Processo:

  • A idade da criança é fundamental para o sucesso da adoção;
  • Dar à criança informações sobre a sua família biológica é prejudicial;
  • A criança não deve ter conhecimento que é adotada;
  • Querer ser pai é condição suficiente para o processo de adoção.

É uma decisão que tem de ser assumida incondicionalmente, com conhecimento e afastada de mitos.

Para isso, o apoio psicológico é fundamental na construção da identidade enquanto pais e, não só evita medos e angústias como previne "erros” resultantes de mero desconhecimento e de falsas expectativas.

As fantasias conscientes e inconscientes influenciam a constituição dos vínculos parentais ao longo de todo o processo de transição para a parentalidade adotiva sendo, por isso, necessário trabalhá-los positivamente.

Toda a família deve ser chamada de forma responsável a este projeto e à construção de um ambiente saudável, seguro e favorável ao desenvolvimento da criança no seu novo lar.

É um processo bilateral. O adulto adopta e é adoptado pelo menor. Se a criança reconhece na pessoa que a recebe a função de mãe ou de pai, o caminho está a ser percorrido.

É um caminho exigente e longo mas, também criativo, dinâmico e de amadurecimento de todos os seus elementos.