Medicamentos e “ervinhas” o que é natural também pode fazer mal

Bem Estar Conheça alguns problemas causados por produtos naturais, saiba que nem sempre o que é natural traz benefícios à saúde.
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Cada vez mais se defende que " o que é natural é que é bom".

E se levado com bom senso este pode ser um bom conselho. Mas, não podemos tornar-nos maníacos da natureza e querer deixar de usufruir de todos os desenvolvimentos que a medicina conseguiu atingir.

É importante não querer poluir-nos com um medicamento assim que uma pequena dor ou desconforto surge, mas há situações em que é necessário.

Por outro lado, existem muito boas opções naturais com efeitos comprovados.

Se as quer usar, tenha atenção de que não são inócuas (se não, não teriam o efeito que pretende); tem de ter atenção às dosagens, forma de tomar, interações e possíveis efeitos secundários.

A vantagem é que sendo de origem natural, provavelmente o seu corpo conseguirá lidar muito melhor com estes compostos.

Daremos apenas alguns exemplos a que deve estar atento, mas é infindável a quantidade de outros exemplos que poderiam ser dados.

Tenha em mente que nem sempre precisa de um medicamento e que quando opta por algo "mais natural” deve saber o que está a fazer, pois o que é natural também pode fazer mal.

Num caso ou noutro, informe-se, investigue e não tome nada sem saber porquê e para quê!

Inibidores da bomba de protões

Omeprazol e medicamentos da mesma categoria, podem ser necessários em casos de úlceras gástricas, refluxo gastroesofágico, gastrite, esofagite.

Mas não deve tomar prolongadamente estes fármacos.

A toma prolongada pode levar a má digestão, falta de vitamina B12, magnésio e até ao desenvolvimento de doenças intestinais como a colite.

Estatinas

São medicamentos para diminuir os níveis de colesterol e serão sempre polémicos. Para alguns casos podem ser mesmo necessárias, mas muitas vezes são desnecessárias.

Alterações de estilo de vida e de alimentação poderiam resolver a questão.

Além disso, não são só os níveis de colesterol que contribuem para doenças cardiovasculares e por isso, todas as alterações de estilo de vida beneficiam a saúde em termos gerais.

A toma prolongada leva a diminuição dos níveis de coenzima Q10 e por consequência síndromes de fadiga podem começar a aparecer.

O colesterol não deve estar demasiado baixo já que é necessário por exemplo para a produção de hormonas.

Antidepressivos

Será que com atividades como mindfullness, psicologia positiva, yoga do riso, exercício físico  ou suplementos como o 5 HTP,  não se sentiria melhor?

Experimente! Muitas são as pessoas que recorrem a antidepressivos e os tomam a vida toda, sem nunca ter experimentado uma única alternativa.

A longo prazo podem surgir efeitos colaterais como alterações do sono e apetite, alergias, alterações gastrointestinais, flutuações de peso, náuseas,tremores, ansiedade.

Nunca deixe de tomar a medicação sem falar com o seu médico e estabelecer um plano de "desmame”.

Ômega 3

São muitas as vantagens da toma de ômega 3, principalmente sabendo que a alimentação ocidental privilegia os ácidos ómega 6.

Não só para o cérebro mas para todo o corpo e em todas as idades, podemos beneficiar da toma de suplementos de ômega 3 – mas tenha atenção que pode correr muito mal caso esteja a tomar anticoagulantes.

Os ômega 3 vão ajudar o seu sangue a ficar "mais fino”, pelo que a dose de anticoagulante que está a tomar deve ser diminuída ou mesmo eliminada. Hemorragias graves ou AVC hemorrágico podem ser algumas das consequências.

Hipericão

Usado em casos de depressões leves, pode ter efeitos muito positivos.

Mas esteja atento às interações que podem ocorrer. Se estiver a tomar contraceptivos orais o Hipericão pode diminuir a eficácia da pílula.

Pode também interagir negativamente com medicamentos para a dor, outros antidepressivos e anticoagulantes.

Desconforto abdominal e dores de cabeça podem surgir como efeito secundário.

Não deve ser tomado de forma prolongada pois só se conhecem os seus efeitos a curto prazo. Precisa de período de desmame.

Ginkgo Biloba

O Ginkgo Biloba com os flavonóides que o constituem, têm efeito nos neurónios, células cardíacas e da retina. Melhora a circulação sanguínea e protege as células.

É uma ajuda na manutenção da vitalidade mental e pode ajudar a combater doenças degenerativas.

Deve usar extratos da folha de Ginkgo Biloba e não da semente, já que esta pode ser tóxica.

Atenção a interacções com anticonvulsivos, antidepressivos, anticoagulantes, anti-inflamatórios, anti-diabéticos orais, diuréticos ou anti-hipertensores.

Se vai fazer uma cirurgia deve suspender a toma pelo menos 36 horas antes.

Seja medicamento ou um composto natural, informe-se, saiba o que vai tomar, para que serve e que consequências pode ter.

Privilegie sempre que possível, alterações de estilo de vida. Não se automedique, discuta esta temática com o seu médico.