Medicação psiquiátricos na Doença Mental?

Bem Estar Entenda como a medicação prescrita pelo psiquiatra auxilia os doentes mentais na recuperação do bem estar.
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A doença mental existe e não é exclusiva a determinados grupos de indivíduos, classes culturais ou econômicas.

Resulta de diferentes factores e apresenta- se em casos graves, crônicos e em casos transitórios, resultantes de acontecimentos de vida.

Em todas as situações é um estado de sofrimento agravado em diferentes situações por atitudes e crenças que promovem comportamentos e sentimentos de culpabilização, segregação e fuga ao tratamento e à medicação.

Muitas vezes o primeiro pedido de ajuda é um ato impulsivo e de desespero, apoiado por amigos e familiares mas, nem sempre, comprometido.

O sucesso do tratamento envolve a consciência de estar doente, a capacidade de questionar, de criticar e de aderir aos tratamentos propostos.

Ver na medicação o recurso exclusivo à resolução das problemáticas da existência humana ou, a rejeição total à mesma, serão ambas posições extremas que comprometem atitudes de compromisso.

De diferentes origens surgem diferentes dúvidas e, por isso, importa pensar na importância da psicofarmacologia.

Perante a doença mental a medicação deve ser aplicada de forma simultânea ou sequencial com outros tratamentos como um meio necessário e eficaz para a melhoria dos sintomas.

A permanência destes apenas dificulta outras abordagens terapêuticas e psicossociais.

Os medicamentos psiquiátricos têm como objectivo contribuir para o bem-estar e a preservação de estados de saúde e, contra isso, está o número elevado de doentes que interrompem a medicação sem consultar o seu médico.

Em doenças graves e crônicas a interrupção do tratamento leva ao risco de recaída.

Existem diferentes tipos de psicofármacos: ansiolíticos, antidepressivos, antipsicóticos, estabilizadores do humor. A sua utilização tem um único fim: promover o estado de equilíbrio do indivíduo.

Entre os fatores que levam os indivíduos a rejeitar ou a desistir do tratamento podemos destacar:

  • A não-aceitação da doença e as dúvidas quanto aos benefícios do tratamento;
  • A ocorrência de efeitos secundários pelo uso da medicação;
  • a falta de insight;
  • A gravidade da doença;
  • O alcoolismo e abuso de drogas;
  • Relação terapêutica frágil;
  • Esclarecimentos reduzidos sobre a doença e o plano terapêutico.

Fatores que apontam para a importância da sua utilização:

  • Facilita a reabilitação psicossocial;
  • A evidência e a existência de distúrbios bioquímicos;
  • Evitar a recaída (em determinadas patologias);
  • A sua função terapêutica;

O tratamento e neste caso, a adesão à medicação, dependem do doente, dos técnicos de saúde, da família e do meio social envolvente.

Ter saúde e tratar a doença resultam de tomadas de decisão baseadas na razão e não na emoção e de atitudes de adesão e de auto regulação.