Homeopatia: o efeito terapêutico de substâncias diluídas

Bem Estar Homeopatia: o efeito terapêutico de substâncias diluídas, conheça mais sobre essa técnica e a eficácia desse método.
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A homeopatia é um sistema terapêutico que se caracteriza pelo uso de substâncias ativas muito diluídas - o medicamento homeopático – prescritas de acordo com um conjunto de regras específicas da homeopatia.

A diluição homeopática

O medicamento homeopático é feito a partir de uma substância ativa, de origem vegetal, animal, mineral, química ou orgânica, que confere a designação ao medicamento homeopático. Por convenção internacional, usa-se o seu nome em latim.

O fabrico do medicamento homeopático caracteriza-se pela diluição e dinamização sucessivas da substância base.

A substância base é diluída de 1 para 100 partes numa solução de água e álcool.

Depois é agitada fortemente, segundo regras bem estabelecidas, processo designado por dinamização. Está então concluída a primeira diluição.

Depois, uma parte desta solução volta a diluir-se de 1 para 100, e dinamiza-se. O processo repete-se, sucessivamente 5, 9, 15, 30 vezes.

Cada diluição é designada pelo seu número seguido das letras CH, que significam Centesimal Hahnemanniana, de Samuel Hahnemann, o médico alemão inventor da homeopatia.

Assim, por exemplo, um medicamento feito de abelha, diluído nove vezes segundo o método homeopático, terá o nome de Apis Mellifica 9CH.

A toma das diferentes diluições do mesmo medicamento homeopático provoca efeitos fisiológicos também diferentes.

Curar o semelhante pelo semelhante

A regra mais singular e específica da homeopatia designa-se em latim similia similibus curantur, o que quer dizer "curar o semelhante pelo semelhante".

Vale a pena compreender bem este conceito fundamental da homeopatia.

Curar o semelhante pelo semelhante significa usar como medicamento para curar um determinado quadro clínico um medicamento homeopático feito a partir de uma substância capaz de provocar um quadro clínico com os mesmos sinais e sintomas.

O fato do medicamento homeopático usar doses de princípio ativo muito diluídas inverterá a resposta do organismo perante essa mesma substância, permitindo a restauração do equilíbrio orgânico, ou seja, a cura da situação clínica em questão.

Vejamos um exemplo prático:

Uma pessoa sofre uma picada de abelha.

De forma mais ou menos intensa, a resposta a uma picada com veneno de abelha provoca sempre o aparecimento local de um inchaço quente, avermelhado, com sensação de queimadura e que alivia com a aplicação de frio local.

Para tratar esta situação segundo a homeopatia, a pessoa deve tomar um medicamento feito de abelha, muito diluído, Apis Mellifica 15 CH ou 30 CH.

Mas perante um quadro clínico com os mesmos sinais e sintomas, por exemplo, uma urticária - inchaço quente, avermelhado, com sensação de queimadura e que alivia com a aplicação de frio local - embora não tenha sido provocada por picada de abelha, o tratamento indicado é o medicamento homeopático Apis Mellifica 15 CH.

Eficácia e controvérsias

A homeopatia e os medicamentos homeopáticos, feitos de substâncias de tal modo diluídas que poderá já não haver moléculas base no medicamento final, continuam a desencadear acaloradas e apaixonadas discussões pois, apesar de serem utilizados desde há dois séculos, em medicina humana e veterinária, ainda não se conhece o seu modo de ação.

Se por um lado a evidência científica da sua eficácia não é robusta, por outro lado a investigação científica do uso terapêutico de doses altamente diluídas não tem sido suficientemente apoiada nem desenvolvida.

Se não há evidência da eficácia de doses altamente diluídas, também ninguém pode negar que o seu efeito exista.

As vacinas desenvolvem-se segundo o princípio do uso das doses muito pequenas e transformadas do agente causal da doença que se quer prevenir.

Vários estudos têm provado a ação biológica de doses muito baixas, infinitesimais ou altamente diluídas de princípios ativos em vários sistemas biológicos, com relevo para o campo da imunologia.

Se a substância ativa já não estará presente na solução altamente diluída poderá a sua ação ser explicada por uma alteração provocada da água solvente e que de alguma forma guardará a sua memória?

E vem-nos à memória o artigo publicado na Nature, que "custou a vida de investigador” ao seu autor, Jacques Benveniste, depois de uma grande controvérsia científica e mediática conhecida como a Memória da Água.

O que a Homeopatia não é

A falta generalizada de conhecimento do que é homeopatia cria a oportunidade de confusões e mal-entendidos, frequentes, que importa esclarecer.

Homeopatia não é:

  • Uso de suplementos nutricionais;
  • Uso de fitoterapia;
  • Recomendação de planos nutricionais ou dietas;
  • Diagnóstico pela observação da íris;
  • Psicoterapia.