Heidi, de Johanna Spyri

Sustentabilidade O livro de Johanna Spyri, Heidi, conta uam história ao ar livre, nas montanhas e com uma família bem simples. Está esperando o que para saber mais sobre este livro?
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Nada há de mais natural do que a montanha, o ar livre e fresco, as ervas acabadas de nascer, cheias de vitaminas e de minerais. D

a mesma forma, e numa altura em que as relações familiares já não são o que eram – fruto dos tempos modernos e da crise − os avós mantêm-se importantes na vida dos netos por poderem a eles entregar um legado que, de outra forma, seria difícil de passar.

A percepção de que o seu tempo é diferente do tempo dos pais e dos avós fá-los percepcionar de forma mais concreta o seu mundo, perceber que as coisas não foram sempre assim e que, por detrás do ano em que eles nasceram, existiram coisas importantes e divertidas.

E poucas coisas foram mais divertidas na nossa infância do que os desenhos animados, em particular num Portugal ainda parco em conteúdos interessantes para crianças.

Mas, mais do que os desenhos animados, devemos resgatar a origem de Heidi, o livro de Johanna Spyri, originalmente escrito em alemão (cantão alemão da Suíça) mas que nunca chegou a ser traduzido em Portugal.

Obra em dois volumes (Os anos de viagens e aprendizagens da Heidi e Heidi Utiliza Aquilo que Aprendeu) a história é mais do que conhecida por quem assistiu aos desenhos animados.

Uma menina de 5 anos chamada Adelheid ("Heidi”), órfã de pais, vai viver com o seu avô no meio dos Alpes Suíço.

O seu avô é um homem difícil, que vive isolado nas montanhas, mas Heidi consegue penetrar no coração do avô e, juntamente com o pastor Peter, descobrem as maravilhas da Montanha.

No segundo livro, uma tia vai buscá-la – já com oito anos – e leva-a para Frankfurt, onde irá servir de companhia a Clara, uma menina inválida com quem Heidi, apesar das saudades dos Alpes, acaba por se tornar melhor amiga.

Mas as saudades são tantas que Heidi fica doente e tem de regressar ao avô, levando com ela Clara para passar o verão. No meio de tudo isto, uma trama habitual de livros juvenis, com peripécias, dúvidas e sentimentos.

Um texto bucólico, recheado de magníficas descrições daquilo que hoje em dia mais falta faz às crianças: um espaço de natureza para brincar e descobrir. Daí ser importante recuperar estes livros e, com eles, o sonho de se estar na natureza.