Haverá mesmo um “fim da dieta”?

Bem Estar A dieta, feita por milhares de pessoas, é um "sacrificio" necessário para poder atingir o corpo tão desejado. Será que haverá mesmo um final na dieta?
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Em todo o mundo milhões de pessoas estão a deixar de comer algo "porque estão a fazer dieta”. A "dieta” aparece assim como um sacrifício necessário que tem de ser feito para se conseguir atingir um determinado objetivo.

Infelizmente, quando esse objetivo é finalmente atingido, são muitos aqueles terminam a dieta, para retomarem alguns dos hábitos alimentares anteriores... mas haverá mesmo um "fim da dieta”?

Ao longo dos últimos anos, a palavra dieta tem sido associada a algo menos agradável que tem que ser feito – na cabeça da maioria das pessoas, o individuo que está de dieta não pode comer o que lhe apetece, mas sim o que deve comer.

E nas nossas cabeças, tudo o que é mau tem de ter um fim, e neste caso, quando a dieta terminar, podemos finalmente comer o que realmente nos apetece comer – está definitivamente na altura de deixarmos de pensar assim.

Dieta é sinónimo de hábitos alimentares – ou seja, reflete o tipo de alimentos que uma determinada pessoa consome.

Por isso é que existe a dieta vegetariana, a mediterrânica, a macrobiótica ou mesmo a dieta americana ou mesmo dieta ocidental.

Por um lado existem as dietas ricas em hortícolas, frutas, peixe e oleaginosas como a dieta mediterrânica, e por outro lado, temos as dietas ricas em gorduras processadas e açúcares.

Depois existem as dietas terapêuticas, com menos sal, sem um determinado alimento devido a alergias, e claro, as dietas de restrição calórica.

Algumas podem ser temporárias, como uma dieta mais obstipante depois de uma gastroenterite, mas outras, mais do que dieta, refletem cuidados alimentares específicos que uma determinada pessoa deve ter para o resto da vida. Centremo-nos nas dietas mais conhecidas – as destinadas para perda e manutenção do peso.

Se uma determinada pessoa tem tendência para fazer resistência à insulina, e com isso acumular mais gordura em redor da barriga, essa tendência não vai desaparecer, mas sim ser modulada pelo seu estilo de vida.

Ou seja, caso esta pessoa, depois de um período de maior controlo "quando estava a fazer dieta”, voltar a ingerir hidratos de carbono em excesso, voltar a incluir os hidratos de carbono de absorção mais rápida.

Voltar a ter uma alimentação deficitária nos nutrientes que permitem uma adequada utilização desta hormona chamada insulina, e ainda por cima, deixar de fazer exercício físico de forma regular – o seus níveis de insulina vão voltar a subir,  e a gordurinha em redor da barriga também.

Claro está, que não é aquela refeição ocasional com um maior aporte de hidratos de carbono de absorção rápida que vai por em causa tudo o que foi feito, mas sim a retoma de hábitos alimentares anteriores que levaram a que uma determinada situação (neste caso o excesso de peso/ obesidade) aparecesse.

O tratamento do excesso de peso / obesidade não pode ser por isso visto da mesma forma com que vemos o tratamento de uma fratura ou mesmo de uma gripe – em que durante um determinado período temos de ter determinados cuidados, e que quando tudo estiver resolvido, podemos voltar a fazer exatamente o que fazíamos antes.

Por isso, quando finalmente conseguir atingir o peso que pretende, não vá festejar com os alimentos que andou a evitar, mas sim com outro mimo que não envolva comida.

Pense na sua perda de peso, como uma segunda oportunidade para voltar a fazer as coisas de novo, e não volte a cometer os mesmos erros que condicionaram o excesso de peso.