Equilibre hormonas através dos alimentos

Alimentação Saiba mais sobre a importância da alimentação no equilíbrio hormonal, veja algumas dicas para auxiliar nesse processo.
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A nossa alimentação influencia o nosso perfil hormonal já que os nutrientes que resultam da digestão dos alimentos são essenciais para a produção e função de diversas hormonas.

Mas há também hormonas que se libertam em resposta à ingestão de certos alimentos. E é através de escolhas acertadas que conseguimos manter o equilíbrio!

Vejamos o exemplo:

  • 1 bolo + 2 peças de fruta + rebuçados – induziu a libertação de insulina;
  • 1 ovo mexido + avelãs e nozes - induziu a libertação de glucagon.

O importante é encontrar um equilíbrio. A insulina e o glucagon têm funções opostas para que o açúcar no sangue esteja sempre em valores normais.

Com a alimentação conseguimos não produzir demasiada glicagina nem demasiada insulina.

Insulina

A insulina  é o transportador da glicose (açúcar) do sangue para dentro das células.

A glicose é o açúcar proveniente da digestão dos alimentos. Este açúcar é o combustível usado pelas células para produzirem a energia necessária ao seu funcionamento.

Sem insulina (produzida pelo pâncreas), a glicose absorvida pelo sangue ao longo do tubo digestivo, fica no sangue e não tem forma de passar para as células, para onde deve ir e onde é necessária.

Glicagina ou Glucagon

Quando o nível de açúcar no sangue baixa, o pâncreas produz glucagon ordenando o fígado para transformar reservas de glucógeno, proteínas e gordura, em glicose.

Consequências do desequilíbrio:

O problema mais frequente é o excesso de insulina.

Com alimentação sempre muito rica em hidratos de carbono, vai haver sempre tanta insulina em circulação que o corpo pode deixar de obedecer às suas ordens (surge resistência à insulina) – começam a aparecer valores altos de açúcar no sangue e em último caso uma diabetes tipo 2.

Antes disso, o apetite, a concentração e o humor são também prejudicados por flutuações dos níveis de açúcar do sangue. Estudos mostram que hiperglicemias (níveis altos de açúcar no sangue) alteram os hormônios do apetite.

Quanto mais alimentos açucarados comer, mais vai ter vontade de comer.

Se decidir cair no extremo oposto de não ingerir hidratos de carbono e estar sempre a libertar glicagina, saiba que isso vai estar a prejudicar a sua saúde.

O exercício físico é a melhor forma de permitir que o corpo vá gastar gordura.

Assim, é no equilíbrio que está o segredo:

  • Veja aqui e aqui boas e más opções para o seu pequeno-almoço e para lanches;
  • Não faça refeições só com hidratos de carbono (pão, bolachas, fruta,…);
  • Misture alimentos com hidratos de carbono com alimentos com mais proteínas (queijo fresco, iogurte, salmão fumado, leite, bebida de soja, ovos) ou com gorduras (azeite, nozes, amêndoas, avelãs, pasta de abacate,…);
  • Prefira alimentos integrais ou semi-integrais;
  • Se quer comer um chocolate prefira o preto (com mais de 70% de cacau) e coma-o no fim de uma refeição e não isoladamente;
  • Leia os rótulos e escolha os alimentos com menos açúcar (mas dispense também os adoçantes artificiais).