Educação Emocional

Bem Estar Saiba como a inteligência emocional é importante para moldar uma personalidade equilibrada.
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Somos humanos não só porque pensamos mas, porque também sentimos! 

Durante longos anos (e ainda hoje) ser inteligente equivalia a um bom desempenho escolar e profissional.

Só que o êxito não depende apenas disso.

Vários estudos demonstram a importância das emoções na capacidade de decisão e no desempenho profissional dos indivíduos e grupos e que, a falta de aptidão emocional pode gerar uma série de dificuldades pessoais, familiares, escolares, de interação social e no trabalho e mesmo situações de doença.

A Educação Emocional é fundamental para uma Personalidade Equilibrada.

Desde cedo somos capazes de "sentir” as emoções. Só através de um processo de amadurecimento, no qual nos tornamos capazes de as identificar, compreender e distinguir é que conseguimos estar aptos a regular as emoções.

Essa aprendizagem ocorre através da observação e na relação com os outros, pela contínua e adequada descrição e expressão das emoções e, ainda, por intervenções pedagógicas orientadas para este objetivo.

As emoções dirigem de forma marcante certas fases da vida, especialmente a infância e adolescência e são necessárias para a interiorização dos objectos e das relações.

O que aprendemos na infância vai orientar os circuitos emocionais que comandam as emoções.

Esses circuitos podem ser trabalhados e os hábitos podem ser modelados. Daqui, resulta a evidente importância da relação pais filhos e da Escola na preparação para o mundo das emoções.

Pela forma como somos educados transformamo-nos em adultos mais ou menos aptos emocionalmente.

As emoções mobilizam-nos para a ação e pelo seu carácter motivacional podem ser nocivas ou benéficas para o desenvolvimento e para a nossa saúde.

Desta consciência resulta a necessidade de desenvolver (independentemente da idade) as seguintes competências emocionais:

  • Capacidade de reconhecer os próprios sentimentos (Avalie o que sente!);
  • Capacidade de sentir empatia (Coloque- se no lugar do outro!);
  • Capacidade de controlar as emoções (Expresse-se adequadamente, não reprima as suas emoções mas espere pelo momento adequado para o fazer!);
  • Capacidade de remediar danos emocionais (Reconheça os seus erros e corrija-os!);
  • Capacidade de integração emocional e interatividade (Identifique o seu estado emocional e o do outro e aja adequadamente!).

Não podemos deixar de sentir emoções, negativas ou positivas, mas interessa regulá-las de forma a não sermos controlados pelas mesmas.

Não ser capaz de regulá-las conduz a estados psicopatológicos.

A ansiedade, a tristeza e a raiva são reacções emocionais muito estudadas e com diferentes manifestações clínicas (depressão, fobia, problemas psicossomáticos, diminuição do rendimento escolar, entre outras) e que resultam de graves dificuldades ou até incapacidade de lidar com experiências ou processar emoções.

Todos os comportamentos são aprendidos. Lidar com as emoções também pode ser.

Tendo em vista a Saúde e a qualidade de Vida, a Educação Emocional pressupõe a aquisição de um conjunto de competências que promovem relações positivas com os outros e com o próprio.

É uma dimensão do indivíduo que deve ser cuidada independentemente da idade com benefícios evidentes na prevenção de doenças.