Drenagem Linfática - aprenda a estimulá-la!

Bem Estar Saiba quais são as duas partes constituintes do mencionado sistema linfático, veja algumas dicas de exercícios respiratórios.
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Já na Grécia Antiga as escolas de Hipócrates e Aristóteles falavam de vasos que não transportavam sangue, no entanto, ainda hoje se levantam diversas questões relacionadas com o sistema linfático.

Podemos definir duas partes constituintes do mencionado sistema linfático, são elas:

Uma rede de vasos linfáticos que estão por todo o corpo com excepção dos dentes, dos ossos, da medula óssea, do miocárdio e de todo o sistema nervoso central.

E um conjunto de órgãos e tecidos linfáticos disseminados em lugares estratégicos do organismo.

Em tal sistema consideram-se três funções da fisiologia:

  • Função de defesa do organismo contra os agentes microbianos;
  • Função de nutrição representada sobretudo pelo sistema linfático intestinal;
  • Função circulatória.

É sobre esta última que se intervém quando falamos de drenagem linfática.

A nível intersticial o capilar linfático vai absorver macromoléculas proteicas.

Líquidos e outras substâncias resultantes do metabolismo celular que não passam para o capilar venoso e que constituem a linfa, um papel fundamental da homeostasia.

A circulação da linfa vai-se fazendo pelos vasos linfáticos, que possuem válvulas que impedem o seu retorno, e vai juntar-se com o sangue venoso através das veias subclávias.

A circulação da linfa (cerca de 3 litros em 24 horas) faz-se pela contracção dos músculos lisos da parede dos vasos, pela pulsão das artérias que acompanham os grandes vasos linfáticos.

Pela diferença de pressão torácica durante a respiração e pela propulsão resultante da contracção dos músculos.

O transporte da linfa é lento, contudo intensifica-se entre 10 a 30 vezes com a actividade física e com os movimentos passivos (daí os resultados obtidos com a técnica de Vodder).

Quando inspiramos, o diafragma vai comprimir as vísceras abdominais aumentando a pressão intra-abdominal e baixar a pressão intratorácica, porque aumenta o volume da caixa torácica.

Esta acção não só permite a entrada de ar oxigenado, como funciona como um êmbolo que facilita e estimula a circulação veno-linfática.

Se acorda de manhã com a sensação de mãos grossas, se os anéis não querem sair dos dedos, se se sente entorpecida/o em termos mentais e tudo isto muda com o movimento.

Se as pernas e os braços são chumbo, pense em estimular a sua drenagem.

Não esqueça o exercício e não esqueça a respiração.

Aqui vão algumas sugestões de exercício respiratório:

  1. Inspirar pelo nariz lenta e profundamente fazendo barriga grande. Reter o ar durante 5 segundos e em seguida expirar lenta e profundamente pela boca, contraindo os abdominais. Repetir dez vezes;
  2. Com as mãos atrás da nuca afastar os cotovelos enquanto inspira pelo nariz, em seguida junte os cotovelos um ao outro enquanto expira pela boca. Executar dez vezes;
  3. Inspirar como no exercício 1, depois suster a respiração e sem expirar contrair e relaxar os abdominais. Conte até 5 e depois expire. Repetir dez vezes;
  4. Enquanto caminha faça a inspiração com o dobro do tempo da expiração;
  5. Abrir os braços e juntá-los acima da cabeça enquanto inspira, em seguida juntá-los ao tronco enquanto expira. Realize dez vezes.

Se sentir que está a ficar estonteado deve parar e respirar normalmente e recomeçar posteriormente.

Tal pode acontecer às pessoas que tenham pouca amplitude respiratória e necessitam de avançar mais lentamente.