Dietas sem glúten para perda de peso – moda ou realidade?

Alimentação Nem sempre será preciso tirar o glúten da sua dieta, veja algumas dicas neste post sobre dietas sem glúten.
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Com o inicio do tempo quente aparecem as diferentes dietas que prometem resultados milagrosos.

As capas de revista, as montras das farmácias, os diferentes anúncios a produtos milagrosos em revistas, televisões e num grande número de páginas de internet que abrimos confirmam:

Está oficialmente aberta a época de preparação do corpo, em tempo record, para a época balnear.

 Este ano surge a ideia da dieta sem glúten para perda de peso, como se bastasse diminuir a ingestão desta proteína para os nossos desejos de perda de peso se concretizarem.

Será que faz algum sentido?

O glúten é uma proteína que existe nalguns cereais, nomeadamente no trigo (incluindo trigo espelta e trigo kamut), no centeio, na cevada e na aveia.

Fazer uma dieta sem glúten implica não consumir estes cereais, e optar por outros.

Como o arroz, a quinoa, o trigo sarraceno, o milho, o millet ou por tubérculos como a batata, a batata doce, o inhame ou a mandioca.

Assim sendo, a mera substituição de uns alimentos por outros, sem qualquer cuidado extra, para uma parte das pessoas, dificilmente trará resultados. 

Se a mudança do tipo de cereais implicar a mudança para produtos mais integrais, mais saudáveis e de origem biológica.

Poderá ter resultados benéficos, não associados à remoção do glúten, mas devido à implementação de uma alimentação mais saudável. 

Mas se a mudança para uma alimentação sem glúten se basear apenas  na substituição do pão normal por pão sem glúten, e das bolachas normais pelas bolachas sem glúten, será mais difícil ter resultados benéficos.

 Algumas destas opções sem glúten disponíveis na maioria das superfícies comerciais são feitas com farinhas refinadas (na sua maioria de arroz e milho).

E muitas delas têm teores elevados de açúcar e de gordura.

Como consequência desta mudança, não só estará a ingerir mais calorias, como terá menos saciedade, e mais facilmente sentirá "ataques de fome” ou uma vontade enorme de consumir alimentos doces. 

O que fazer? 

Se realmente quer tentar fazer uma dieta sem glúten, aconselhe-se com um nutricionista/dietista para que este lhe posso elaborar um plano alimentar adequado e adaptado ao seu caso.

Para evitar correr o risco de fazer escolhas desequilibradas.

Ao adoptar por uma alimentação mais saudável, mais integral, com alimentos verdadeiros e de origem biológica, já verá diferenças. 

Uma dieta sem glúten vai ter resultados benéficos nas pessoas que têm dificuldade em lidar com esta proteína – e apenas nessas.

As restantes vão beneficiar do facto de comerem de forma mais saudável. 
    
Se de facto reage ao glúten, ao remover esta proteína poderá obter alguma perda de peso (associada a uma diminuição da retenção hídrica – e não a perda de gordura propriamente dita).

Com o passar dos dias, poderá sentir uma melhoria do estado geral.

Nomeadamente na melhoria do funcionamento do intestino, aumento dos níveis de energia, ou mesmo diminuição de dores articulares.

Ou de outros sintomas que não julgava poderem estar associados à ingestão desta proteína.

Esta melhoria do estado geral, do funcionamento intestinal, diminuição da inflamação silenciosa poderá permitir uma mais fácil perda de massa gorda.

Para algumas pessoas estes resultados podem aparecer apenas com a eliminação do trigo (mantendo o consumo de espécies de trigo mais ancestrais como o espelta ou o kamut).

Ou necessitando eliminar alguns alimentos para além do trigo comum, ou do glúten.

Mais uma vez – tudo depende de caso para caso.

Desenganem-se aqueles que acham que apenas um grupo pequeno de pessoas vai beneficiar ao remover o glúten, ou apenas remover o trigo.

Pela nossa experiência uma grande parte das pessoas que têm queixas de saúde poderão beneficiar desta abordagem alimentar. 

Se é daquelas pessoas que tem dificuldade em perder peso, e/ou que tem diferentes queixas de saúde associadas.

Como enxaquecas, alteração do funcionamento intestinal, depressão, cansaço, quebra de capacidade cognitiva, rinite, asma ou problemas de pele, entre outras

Poderá beneficiar da exclusão do glúten (ou apenas do trigo comum).

Para as restantes, esta "opção dietética da moda” poderá não fazer sentido. 

Mais do tentar encaixar o nosso organismo nas diferentes opções e teorias dietéticas existentes (ou que vão aparecendo).

A melhor opção, na nossa experiencia, é tentar perceber quais das diferentes opções e teorias dietéticas se adaptam a cada organismo.