Crianças irrequietas ou hiperativas? A solução pode estar na alimentação

Bem Estar Como controlar crianças que são hiperativas ou muito irrequietas? Descobrimos que a solução pode estar na alimentação, vem saber mais sobre.
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Os hábitos alimentares das crianças e jovens influenciam o seu comportamento. Se a sua criança é demasiado irrequieta ou tem hiperatividade está na altura de começar a pensar mudar os seus hábitos alimentares.

A alimentação atual está repleta de estimulantes, e bastante desprovida de nutrientes que permitem um funcionamento cerebral adequado. Vamos revelar formas de como melhorar o comportamento do seu filho, através de uma escolha mais acertada de alimentos.

Retirar os estimulantes

Comecemos pelas bebidas com cafeína ou teofilina. O nosso bom senso diz-nos que as crianças não devem tomar café. Mas um grande número delas bebe com alguma regularidade bebidas de cola, ricas em cafeína.

A quantidade de cafeína ingerida por estas crianças ao consumirem estas bebidas pode ser superior a 2 – 3 cafés.  A substituição por chá gelado, normalmente feito a partir de chá preto também não é boa opção, pois também tem compostos estimulantes.

Infelizmente, muitas crianças estão agora a começar a consumir bebidas energéticas o que, obviamente não é uma boa escolha.

Passemos aos corantes sintéticos: já muitos foram implicados na indução de hiperatividade, porque não fazer o teste com a sua criança? É tão simples como começar a ler rótulos e evitar os corantes sintéticos como o E102, E110, E124 e outros que já descrevemos anteriormente.

Caso não queira deixar de dar gomas e gelatinas, opte por produtos que contenham apenas corantes naturais, e livres de quaisquer relações com a hiperatividade.

Aconselhamos que retire também os outros aditivos que prejudicam a função cerebral, como o glutamato monossódico (ou E621) ou o aspartame (ou E951), também já mencionados.

Algumas das razões apontadas dizem respeito ao papel do açúcar na indução de quebras de fornecimento energético ao cérebro, das gorduras boas e más que prejudicam a comunicação entre neurónios e a incapacidade dos alimentos nutricionalmente pobres em fornecer as matérias-primas para o adequado funcionamento cerebral.  

No caso das crianças é importante realçar os malefícios do açúcar. Sabia que alguns refrigerantes têm o equivalente a 5 pacotes de açúcar por embalagem de 200 ml?

E sabia que o consumo de alguns desses refrigerantes pode aumentar os níveis de adrenalina do seu filho para valores muito acima do normal – como é que ele depois pode ficar calmo?

Nutrir o cérebro

Para um funcionamento adequado, o nosso cérebro precisa dos nutrientes certos nomeadamente as gorduras mais corretas.

Em especial um tipo de ómega 3 chamado DHA, mas de pouco adianta reforçar a ingestão deste ácido gordo se continua a dar ao seu filho quantidade excessivas de gorduras ómega 6, pois estas diminuem a capacidade do seu organismo usar as gorduras ómega 3.

Confira aqui as fontes de gorduras ómega 6 e compare-as com a alimentação do seu filho...

E então? A que conclusão chegou? Pois... é melhor começar mesmo a dar-lhe mais peixe, a tirar-lhe as bolachas ou a mudar para bolachas feitas com azeite, e a deixar de fritar com óleos vegetais e de usar margarinas.

Frite com azeite, prefira a manteiga (usada com moderação), ou opte por pastas de amêndoa, ou avelãs (mas que tenham mesmo avelãs...), pois são ricas em gorduras saudáveis e extremamente ricas em cálcio.

Há muitos nutrientes fundamentais para acalmar um cérebro mais inquieto, mas o magnésio, o zinco e a vitamina B6 adquirem um lugar especial.

As melhores fontes de magnésio são os legumes, as de B6 e zinco as oleaginosas e os cereais integrais – se estes alimentos escasseiam na alimentação do seu filho, é muito provável que ele não tenha os níveis adequados destes nutrientes.

Se ele estiver sempre a abanar a perna quando está sentado, apresentar cãibras, e se as suas unhas tiverem manchas brancas, está na altura de pensar seriamente em aumentar a sua ingestão de alimentos ricos em magnésio e em zinco.

Agora que já sabe a influência que a alimentação pode ter na alimentação do seu filho, comece a fazer as mudanças necessárias.