Consociação de culturas na horta: maior biodiversidade e mais valor alimentar.

Alimentação Conheça mais sobre a consociação de culturas na horta, práticas de cultivo de maior biodiversidade e valor alimentar.
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As consociações tradicionalmente mais aplicadas são as que combinam gramíneas com leguminosas, aproveitando a fixação de azoto da leguminosa e as vantagens da gramínea (conservação do solo, tutor), em diversos sistemas de produção:

  • Pastagens e forragens (aveia + ervilhaca, trevos + gramíneas pratenses);
  • Culturas arvenses (trigo + trevo branco);
  • Hortícolas (milho + feijão).

O exemplo do milho com feijão pode ser também feito em cultura arvense, de regadio ou até de sequeiro, como é prática comum em países com menos recursos, como Cabo Verde, onde praticamente toda a cultura do milho é feita com feijão.

Em regadio podem escolher-se variedades de feijão de trepar e utilizar o milho como tutor, desde que este tenha suficiente porte e quando o local não é muito ventoso.

A consorciação de hortaliças com diferentes velocidades de crescimento, para aproveitar melhor o terreno, também é comum, como é o caso de rabanetes ou alfaces junto ao feijão, ou alfaces entre couves.

Conscientização de várias culturas hortícolas – milho com feijão, tomate com cebola, feijão com alface.

A consorciação de plantas em que uma beneficia da sombra da outra é também possível, como é o caso do milho com abóbora e do milho com inhame, consorciação praticada por exemplo na ilha da Madeira.

São indicadas as possíveis consociações para diferentes espécies cultivadas.

Algumas consociações favoráveis (S) podem deixar de o ser em presença duma praga ou doença que ataque ambas.

Por exemplo, a consociação milho+batata, considerada por alguns autores como favorável, já não o é quando no solo há alfinete (Agriotes spp.), praga que ataca ambas as culturas.

Como em Portugal esta praga é frequente e de difícil combate, consideramos esta consorciação desfavorável.

Finalmente, chamamos a atenção para que, para além da proteção fitossanitária, a consorciação também contribui para a proteção da saúde das pessoas, pela maior diversidade alimentar, nomeadamente pela diversidade de cores dos alimentos consumidos.

Consorciar diferentes variedades com diferentes cores, para uma alimentação mais rica em antioxidantes e mais funcional.