Como cozinhar para agradar o seu corpo e os seus sentidos

Bem Estar Saiba como cozinhar, pode trazer uma sensação de bem estar, não só para o paladar, mas também para o corpo.
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Cozinhar permite misturar, realçar ou diminuir sabores. Alteramos texturas, cores e cheiros para sentirmos prazer num dos actos mais básicos da sobrevivência: comer.

O Homem não se quis ficar pelo simples acto de colocar os alimentos à boca tal como existem na natureza.

O que começou por ser uma simples alteração para permitir comer alimentos que de outra forma não poderiam ser consumidos, passou a arte e a uma fonte de prazer indiscutível.

Chefs de todo o mundo, e pequenos chefs entre as 4 paredes de uma casa esforçam-se por tornar a hora da refeição num momento inesquecível.

Mas será que nesta busca de prazer nos esquecemos do primeiro objectivo para confeccionarmos os alimentos – de os tornar comestíveis e permitir que todos os seus nutrientes sejam absorvidos?

Estaremos a colocar o prazer do gosto e do olfacto, à frente das necessidades do nosso sistema digestivo e de todas as células do nosso corpo? Por vezes sim...

Satisfazer os olhos, o olfacto, o paladar e ao mesmo tempo o nosso organismo é, sem dúvida nenhuma, a melhor forma de confeccionar os alimentos – e quando se consegue isso temos então, uma obra de arte perfeita! Vamos então perceber como o conseguimos?

Para satisfazer os olhos, o olfacto e o paladar temos propostas de todos os cantos do mundo, mas a verdade é que uma grande parte das receitas não consegue atingir o último objectivo: satisfazer o nosso organismo.

As temperaturas usadas, os utensílios de cozinha escolhidos, e os ingredientes adicionados são os pontos mais importantes que tem que considerar.

Temperaturas

É aqui que grande parte das receitas falham. Temperaturas demasiado elevadas alteram a estrutura de alguns nutrientes, dificultando a digestão ou impedindo que o nosso organismo os possa usar convenientemente. 

Grelhados, em especial os feitos a temperatura muito elevadas, destroem proteínas, alteram a estrutura de gorduras essenciais, formam compostos cancerígenos e prejudicam a digestão.

Se quer fazer um bom grelhado, seja brando com as temperaturas usadas e afaste os alimentos da fonte de calor.

Os assados no forno podem ser outro problema – aqueça o forno a 200ºC e quando introduzir o alimento baixe a temperatura. Demora mais tempo, mas evita a formação de compostos menos bons e a destruição de nutrientes importantes.

Os fritos atingem sempre temperaturas demasiado elevadas.

Numa frigideira com termóstato consegue que não ultrapasse os 180ºC (que já é demasiado alto para muitos dos nutrientes contidos nos alimentos), mas numa frigideira sem este equipamento as temperaturas podem subir ainda mais...

Os salteados também podem atingir temperaturas mais elevadas, contudo neste caso pode ter duas opções, ou ser mesmo muito rápido, de forma a apenas cozinhar a parte de fora do alimento deixando o seu interior praticamente crú, ou, caso pretenda cozinhar na totalidade o interior do alimento, coloque um pouco de água (basta 1 colher de sopa) para controlar a subida da temperatura.

A presença de água num cozinhado é sem dúvida um excelente travão para evitar as temperaturas demasiado elevadas.

Assim sendo, os cozidos, os estufados e as caldeiradas são sempre uma excelente opção neste capítulo das temperaturas!

O único defeito dos cozidos é que algumas vitaminas e minerais se dissolvem na água – por isso, seja poupado neste ponto e as perdas vitamínicas serão menores.

Os estufados e as caldeiradas compensam em parte este defeito, pois comemos o molho.

E por fim temos os cozidos a vapor, como os campeões das temperaturas moderadas, pois nem aos 100ºC chegam! Neste ponto, são mesmo a melhor opção. 

Utensílios de cozinha    

Quando cozinhamos pretendemos comer apenas os alimentos contidos na lista de ingredientes de uma receita, e não os compostos (muitos deles tóxicos) contidos nos utensílios de cozinha. Panelas, tachos e folhas de alumínio são de todo desaconselhadas, pois parte do alumínio pode passar para os alimentos.

Este metal pesado está associado ao envelhecimento, ao declínio cognitivo e mesmo à Doença de Alzheimer.

O plástico desde há alguns anos que entrou na nossa vida e nas nossas cozinhas. Fica aqui o conselho: afaste-o dos seus alimentos, em especial dos alimentos quentes.

Um dos compostos mais tóxicos, contido nos plásticos é o Bisfenol A, uma molécula classificada como disruptor hormonal – o que significa que, no nosso organismo funciona como uma hormona, alterando o delicado equilíbrio da nossa comunicação entre as células.

Obesidade, e infertilidade são apenas alguns dos efeitos associados à ingestão deste.

A fobia das gorduras trouxe-nos a resposta da indústria – os utensílios de cozinha antiaderentes. Quando estes equipamentos são aquecidos a temperaturas elevadas libertam gases tóxicos, tem a certeza que quer respirá-los?

Panelas de ferro aumentam o teor de ferro dos alimentos  - um pouco não faz mal, mas para cozinhar todos os dias? Não nos parece.

As de cobre também aumentam os níveis deste composto nos alimentos, e por isso mesmo vai interferir com a absorção de zinco – novamente aqui aconselhamos alguma moderação, pois precisamos do cobre, mas precisamos bem mais do zinco!

Os equipamentos de inox, de vidro e de cerâmica ganham nesta categoria, pois são sem dúvida os que fazem aquilo a que se propõem: cozinham os alimentos, sem acrescentar "ingredientes extra”, alguns manifestamente tóxicos.

Ingredientes      

Aqui o conselho é simples: use ingredientes naturais, frescos e de preferência de agricultura biológica!

Misture ervas e especiarias, controle o sal, seja selectivo com o tipo e a quantidade de gorduras usadas e bons cozinhados!