Com vinho e boa companhia, nem o colesterol faz tão mal!

Bem Estar Entenda os ricos que o colesterol LDL causa na sáude das pessoas e descubra o papel do vinho no controle desse colesterol.
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Segundo diferentes estudos científicos, o consumo excessivo de gorduras saturadas e de colesterol está associado a um aumento do risco de doença cardiovascular.

O queijo é um alimento cujo teor de gordura, a maior parte saturada, pode chegar aos 60 % em alguns queijos mais gordos.

A manteiga e as gorduras animais são também fontes importantes de gorduras saturadas.

São por isso considerados alimentos a evitar ou a consumir com muito moderação por todos os que pretendem controlar o peso, os níveis de colesterol plasmático e claro, diminuir o risco de doença cardiovascular.

Esta recomendações nutricionais são um verdadeiro pesadelo para todos os países onde o consumo de gorduras saturadas faz parte da cultura gastronómica, como a França, onde alimentos como o queijo fazem parte da sua identidade cultural.

Este país Europeu produz mais de 300 tipos diferentes de queijo, tem especialidades gastronómicas baseadas em queijo, as suas receitas são ricas em manteiga, queijo e repletas de carnes gordas, e os seus "foie grass” são presença assídua em diferentes lojas gourmet.

Seria então de esperar que os números de doença cardiovascular fossem igualmente bastante elevados, o que não acontece.

Aliás, a incidência de patologias cardiovasculares em França é relativamente baixa, quando comparada com outros países.

Estes resultados paradoxais inicialmente apresentados em 1981 por epidemiologistas franceses, surpreendem a comunidade científica internacional, e é designada como "O paradoxo francês”.

Desde que se constatou esta incoerência entre o consumo de gorduras saturadas e a baixa incidência de patologia cardiovascular dos franceses, que diferentes investigadores tentam perceber a razão, e a resposta parece estar no consumo de vinho , e no estilo de vida que o acompanha.

O papel do vinho & companhia

O vinho, em especial o tinto, é rico em composto polifenólicos com uma elevada capacidade antioxidante.

O consumo moderado de vinho tinto, acompanhando as refeições, parece aumentar os níveis de colesterol HDL  e proteger o colesterol LDL da oxidação.

Como a oxidação dos lípidos plasmáticos é a principal causa do inicio das diferentes lesões cardiovasculares, a melhoria do stress oxidativo e a prevenção da oxidação por parte dos flavonoides do vinho tinto, seria a razão que explicaria este paradoxo francês.

Mas esta explicação parece não ser suficiente para o explicar, e outras variáveis estão a ser consideradas, como por exemplo o estilo de vida e o consumo de hortícolas e fruta.

Os níveis de antioxidantes no plasma são superiores nos consumidores habituais de hortícolas, frutas e vinho, e bem menores naqueles que consomem vinho, mas que apresentam um baixo consumo de hortícolas e frutas.

O consumo deste tipo de alimentos, não só aumenta o nível de antioxidantes e melhora o stress oxidativo, como fornece maiores quantidades de ácido fólico, fundamental para a melhoria dos níveis de homocisteina.

Estando os níveis elevados de homocisteina bastante associados a um maior risco cardiovascular, o elevado consumo de alimentos ricos em ácido fólico ajudaria também a explicar este Paradoxo Francês.

O papel do estilo de vida

Em França e em diferentes países do sul da Europa, o momento da refeição é um momento de extremo prazer e de convívio.

Algumas refeições duram horas, e os momentos passados em volta de uma mesa marcam diferentes episódios da vida quotidiana, e ponto de encontro para amigos e família.

Convive-se na cozinha durante a confecção dos alimentos e fala-se de comida durante a horas das refeições.

Come-se, respira-se e sente-se a comida. Os alimentos e as diferentes iguarias gastronómicas são apreciadas devagar, e deglutidas com prazer, e quase sempre acompanhadas por um bom vinho e por excelentes companhias.

Aparentemente, todos estes factores poderão também explicar o Paradoxo Francês.