Cancro do cérebro e uso frequente do telemóvel

Bem Estar Saiba mais sobre como o uso do celular pode ou não causar tumores (malignos e belignos) no cérebro.
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Entre 2004 e 2006, uma equipa de investigadores da Universidade de Bordéus Segalen efectuou um estudo em que comparava o uso de telemóveis e os tumores do cérebro (meningiomas/gliomas).

Neste estudo, os investigadores não identificaram uma associação entre a utilização regular de telemóvel e o risco de tumor cerebral quando comparados os utilizadores de telemóvel com os não utilizadores.

No entanto, põe em relevo um aumento de risco de aparecimento dos tumores acima citados nas pessoas que, por efeito cumulativo, tinham uma utilização de mais de 896 horas ou com maior número de chamadas efectuadas.

Em 2010 foram publicados os resultados do Interphone Study Group. Este estudo, realizado em 13 países, não refere, na globalidade, nenhum aumento de risco de glioma ou de meningioma nos utilizadores de telemóveis portáteis.

No entanto o Dr Cristopher Wild, director da International Agengy for Resarch on Cancer IARC, recomenda a realização de novos estudos que relacionem o uso de telemóveis com os tumores cerebrais, uma vez actualmente o uso destes aparelhos, especialmente pelos jovens, é mais frequente do que aquando a realização do estudo.

Em Abril de 2010 inicia-se o estudo Cosmos com a participação de 250 000 europeus, com idades compreendidas entre os 18 e 69 anos.

Este estudo, que se irá prolongar por 20 a 30 anos, tem por objectivo relacionar o uso de telemóvel com riscos de saúde como o cancro.

Entretanto, investigadores da University Hospital d’Orebro, na Suécia, elaboraram um estudo em que participaram 1380 pessoas com glioma.

Em comparação com população saudável, chegaram às seguintes conclusões: qualquer utilização aumenta o risco de glioma em 30%; a utilização durante 25 anos ou mais triplica o risco.

A utilização de aparelhos 3G durante 5 a 10 anos multiplica o risco por 40; globalmente o risco aumenta por cada tranche de 100 horas e por cada ano de utilização.

Como se diz popularmente, mais vale prevenir do que remediar e enquanto se espera pelo resultado de outros estudos é melhor, sempre que possível, utilizar os aparelhos com fio.

Não abusar do telemóvel, usar o sistema mãos livres, não dormir com o telemóvel junto da cabeça, não dar o telemóvel para as crianças brincarem, informar os jovens destes riscos pois eles são os grandes utilizadores da tecnologia.