Alimentar o cérebro corretamente: o caminho para maior e melhor rendimento

Bem Estar Veja como uma alimentação correta pode ajudar a melhorar o rendimento do seu cérebro, além de muitas dicas e praticas.
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O nosso cérebro é um órgão, com milhões de células, e repleto de inúmeras moléculas.

A todo o momento os nossos neurónios estão a dar e a receber informações, e a ser nutridos e mimados por células de apoio, fiéis cuidadoras destas nossas nobres células. 

Lembre-se que o cérebro é um prolongamento do nosso corpo... apesar de cada vez mais tentarmos, erradamente, separar os "problemas do corpo” dos "problemas da cabeça”.

Uma nutrição adequada para todo o corpo é a base para um cérebro bem nutrido. Mas obviamente que há alguns nutrientes "mais cerebrais”. 

Comecemos pelas gorduras:

Mais de metade do nosso cérebro é feito de gordura, e compostos que contêm gordura como os fosfolipídeos.

A bainha de mielina, revestimento do braço dos neurónios, e essencial para que estes comuniquem entre si, é constituída em 80% por gordura.

Mas desenganem-se todos os que acham que esta gordura é a mesma que ocupa os nossos "pneuzinhos” e coxas e que serve como reserva de energia a gordura que está no cérebro é a elite das gorduras! E como todas as elites, tem de ser de origem selecionada.

As gorduras polinsaturadas, em especial um tipo de ômega 3 chamado DHA (ácido docosahexaenoico) é um dos principais constituintes cerebrais, pelo que ingeri-lo e tê-lo presente na alimentação, é uma excelente opção para nutrir o seu cérebro.

Peixes gordos ou suplementos de qualidade com DHA, vão-lhe dar diretamente esta preciosa gordura, e ingerir alimentos ricos noutros ómega 3 como as oleaginosas e as sementes, em especial as de linhaça, vão-lhe dar a matéria prima para que o seu organismo sintetize DHA.

Alertamos que o consumo excessivo de gorduras ómega 6, prejudica esta conversão, pelo que, além de aumentar o consumo de gorduras ómega 3, deve moderar o consumo de gorduras ómega 6.

As B...

As vitaminas do complexo B desde há muito que ganharam papel de destaque na química cerebral.

Sem elas, os neurotransmissores não funcionam adequadamente e o seu cérebro também não. Quando se começar a sentir "menos esperto”, experimente dosear os níveis sanguíneos de Homocisteína... se esta estiver superior a 7 pode muito bem ter o motivo para sua menor assertividade mental, e a suplementação em vitamina B6, ácido fólico e B12 nas doses certas pode mesmo ser a resposta que procura.

Devem fazer parte da sua alimentação : legumes de folha verde escura, cereais integrais, fontes proteicas animais e oleaginosas devem fazer parte da sua alimentação, assim como as diferentes sementes.

Em alguns casos, poderá necessitar do apoio de outros nutrientes, em especial quando os níveis de Homocisteina são muito superiores a 7, mas neste caso aconselhe-se com um profissional de saúde. 

E visto que a colina, outra vitamina do complexo B é fundamental para a síntese de acetilcolina, o neurotransmissor associado à memória e aprendizagem, esta é outra vitamina que deverá ter em atenção caso comece a aperceber-se de que algo começa a falhar... 

Os minerais

Sente irritabilidade,  ansiedade e tensão sem razão aparente? Esta irritabilidade complica ou afecta a sua performance cognitiva? Pode estar a precisar de melhorar os seus níveis de magnésio...

Se, além de se sentir assim, costuma ter cãimbras, o magnésio vai sem dúvida ser uma ajuda preciosa! Os diferentes legumes, as oleaginosas, os cereais integrais e frutas como as bananas são excelentes exemplos pelos quais pode optar.

Sabia que a estrutura da clorofila, o pigmento verde fundamental para a vida das plantas, é semelhante  ao da hemoglobina, que é uma das moléculas fundamentais do nosso sangue? E sabia que a única diferença é que a clorofila tem um molécula de magnésio onde a hemoglobina tem uma de ferro?

A comida já não lhe sabe da mesma maneira? É homem e tem uma vida sexual muito ativa?

Talvez esteja na altura de compreender a importância do zinco, outro mineral que, além de ser fundamental para sentirmos o correto gosto dos alimentos, também é fundamental para um adequado funcionamento cerebral.

O esperma é extremamente rico em zinco, pelo que, um homem com uma vida sexual ativa tem um risco aumentado de ter níveis menores deste mineral.

Depressão, ansiedade e hiperatividade são apenas alguns dos sintomas associados a níveis menores de zinco.

Sugerimos a inclusão de sementes oleaginosas na sua alimentação, e claro, de ostras, as campeãs em zinco – talvez seja pela maior necessidade de zinco por parte dos homens, que estas sejam consideradas bastante afrodisíacas.

Os aminoácidos

Sabia que a serotonina, o neurotransmissor do bem-estar, a dopamina, fundamental para a atenção e motivação, assim como a adrenalina e noradrenalina, fundamentais para agir e reagir, são feitas a partir de aminoácidos?

Quando a sua alimentação é pobre em proteínas pode não ter a quantidade adequada destes aminoácidos, e o seu cérebro ressente-se.

Esta situação pode ocorrer quando consome com regularidade a comida processada ou quando está a fazer uma alimentação vegetariana de forma desequilibrada.

No primeiro caso, aconselhamos que deixe o fazer,  pois não existe qualquer vantagem em alimentar-se de comida processada e nutricionalmente pobre, mas no caso da alimentação vegetariana aconselhamos que procure um profissional de saúde qualificado para perceber se a sua alimentação lhe está a fornecer todos os nutrientes que necessita.

Compreenda que toda  a sua alimentação tem uma relação indispensável com o desempenho cerebral e que a sua qualidade de vida depende diretamente das funções e da rentabilidade do seu cérebro.