Alice no País das Maravilhas

Sustentabilidade Você já ouvir falar sobre Alice no País das maravilhas? Neste post vamos falar um pouco sobre essa história.
Você vai ler:

Ser mãe ou ser pai é também ter a capacidade de recriar a imaginação dos nossos filhos e encaminhá-los no melhor dos caminhos: aquele que leva à criatividade e à independência.

E nenhum livro é mais criativo e independente do que Alice no País das Maravilhas, hoje caracterizado como a mais famosa obra de literatura do absurdo.

Criado de improviso pelo jovem percetor de matemática Charles Dodgson (aka Lewis Carroll) durante um passeio no rio com as meninas Liddell, filhas do Vice-chanceler de Oxford − onde Carroll era professor.

A história tem por personagem principal a mais nova, Alice Liddell, que lhe terá pedido para a registar em papel.

A história é por todos mais do que conhecida, com tantas adaptações cinematográficas, mas o que não consegue ser adaptado ou passado para português é a extrema riqueza de linguagem, que faz deste livro uma obra-prima da língua inglesa.

Recheada de trocadilhos e associações livre, erros e trocas propositadas e absurdas, criam uma atmosfera alucinante que, cheia de referências, algumas delas locais e hoje já perdidas.

À história inicial Carroll terá acrescentado outro material, enriquecendo-a e transformando-a num dos mais famosos clássicos da literatura inglesa para pequenitos e grandotes.

Espero que estejam «curioser and curioser», pois vamos agora falar um pouco sobre o livro.

Ao contrário das versões simples de Alice, esta versão é especial. Não só por manter as ilustrações originais.

Mas especialmente por vir recheado de notas e explicações que, ao contrário das aborrecidas notas de rodapé habituais que atrapalham a leitura.

Estas auxiliam a entender o texto por detrás do texto, as histórias que originaram esta história e as suas personagens e «comentários».

A título de exemplo, descobre-se que Carroll incluiu-se no livro na personagem do Dodo, assim como incluiu outras personagens.

Como uma das outras irmãs de Alice, que tinha dificuldades com algumas palavras mais complexas (representada pela Águia bebé).

Sendo a rainha de copas, obviamente, a mãe das meninas. Mais curioso ainda, é descobrir que Carroll introduziu adivinhas matemáticas e jogos matemáticos de palavras, só para alguns descobrirem.

Mas a obra nada perdeu com todo este contexto, bem pelo contrário, pois esta não foi uma daquelas obras cujo sucesso só se verificou tardiamente e, ainda em vida, o autor viu esta obra tornar-se um incrível sucesso.

Tendo vendido cerca de 180.000 exemplares e sendo lido inclusive pela Rainha.

Um fenómeno tremendo de um autor que pouco mais fez literariamente em vida do que a série Alice, não só o Alice no País das Maravilhas, como também o seu segundo volume, igualmente brilhante, Alice e o Outro Lado do Espelho.

Se Alice dizia não ser possível prestar atenção a um livro sem imagens, este teve, logo à nascença uma série fenomenal de ilustrações de John Tenniel que ainda se encontram atuais.

Sendo uma edição em capa dura, é a prenda ideal para dar a quem é fã da Alice.

Uma pequena nota para referir o editor da obra, Martin Gardner que foi, durante décadas, uma das mais importantes figuras no estudo de Lewis Carroll.

E espero que não sejam como a Alice, que dizia: «costumo dar os mais incríveis conselhos, mas raramente os sigo».