A saúde começa na horta

Bem Estar Saiba mais sobre como melhorar a sua saúde com produtos produzidos biologicamente em hortas.
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A agricultura biológica (AB) tem como principal objetivo, produzir alimentos de boa qualidade e em quantidade suficiente para alimentar a população do Planeta de forma ambiental, económica e socialmente sustentável.

O primeiro princípio da AB, aprovado pela Assembleia Geral da Federação internacional (IFOAM) em Adelaide, Austrália (2005), é o princípio da saúde, que está fortemente ligado com o objetivo referido:

A Agricultura Biológica deve sustentar e melhorar a saúde do solo, da planta, do animal e do homem, como um todo indivisível.

Este princípio indica que a saúde dos indivíduos e das comunidades não pode ser separada da saúde dos ecossistemas.

Solos saudáveis produzem culturas sãs que alimentam e fomentam a saúde dos animais e das pessoas. A saúde é a totalidade e a integridade dos sistemas vivos.

Não é apenas a ausência de doença mas a manutenção do bem estar, físico, mental, social e ecológico. Imunidade, poder de adaptação e regeneração são caraterísticas chave da saúde.

O papel da AB, seja no cultivo, transformação, distribuição ou no consumo, é o de promover a saúde dos ecossistemas e organismos, desde o mais pequeno no solo até ao ser humano.

Os 98 estudos referidos por Alfoldi, et al (2006), realizados em diversos países sobre a qualidade dos alimentos "biológicos” (de agricultura biológica), em comparação com os de agricultura convencional e da produção integrada, mostram os seguintes resultados:

Quanto aos constituintes benéficos:

  • Maior teor de minerais (cálcio, magnésio, ferro, etc.)
  • Menor teor de proteínas
  • Maior qualidade das proteínas
  • Maior teor de vitaminas
  • Maior teor de antioxidantes
  • Maior teor de ácidos gordos essenciais

Quanto aos constituintes indesejáveis e potencialmente perigosos para a saúde:

  • Menor teor de nitratos
  • Menor teor de resíduos de pesticidas
  • Igual teor de micróbios patogénicos
  • Igual teor de metais pesados

De entre os vários parâmetros já indicados atrás que contribuem para a qualidade sanitária, destacamos os resíduos pesticidas (inseticidas, fungicidas e herbicidas).

Na agricultura convencional mais intensiva e na produção integrada, os pesticidas continuam a ser aplicados em excesso e muitas vezes sem os devidos cuidados que reduzam a presença de resíduos tóxicos nos alimentos.

Como seja, o respeito pelos intervalos de segurança, a aplicação apenas de produtos homologados para a finalidade (cultura e praga ou doença) em questão, e a aplicação da dose estritamente necessária.

Nos estudos comparativos divulgados pelo ITAB e pelo FIBL (Alfoldi, et al, 2006), o valor médio de resíduos de pesticidas nos alimentos "biológicos” foi de 0,002mg/kg, contra de 0,4mg/kg nos "convencionais ", ou seja, 200 vezes menos, e com a maioria dos alimentos de agricultura biológica sem qualquer resíduo.

Considerando por cada tipo de alimentos, os frutos "biológicos” tiveram 550 vezes menos e os hortícolas "biológicos” 700 vezes menos!