A maçã biológica e a atividade sexual da mulher

Alimentação Descubra como comer maçã todos os dias pode melhorar na atividade sexual da mulher.
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Os pesquisadores do Departamento de Urologia do hospital Santa Chiara, na Itália, analisaram o hábito de comer maçã de 731 italianas sexualmente ativas ao longo de sete meses, com participantes de 18 e 43 anos sem histórico de disfunção sexual.

Elas foram classificadas em dois grupos: as que comiam uma ou duas maçãs por dia e as que não comiam a fruta.

Com isso, responderam a um questionário que inclui mais de 12 perguntas sobre desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor.

Ao todo, o primeiro grupo atingiu uma pontuação mais elevada do que o segundo, indicando aumento da lubrificação vaginal e da função sexual de maneira geral.

Por fim, o estudo conclui que a maçã mostra benefícios sexuais semelhantes ao do vinho tinto e ao do chocolate, que estimulam o fluxo sanguíneo nas zonas genitais, aumentando o prazer e, obviamente, com efeitos adicionais para a saúde.

Os pesquisadores, contudo, são rápidos em apontar que, embora os resultados sejam "interessantes", exigem cautela, pois em todo estudo há limitações.

De acordo com o levantamento, é possível que os benefícios para a saúde sexual venham mais da casca – que tem alta concentração de compostos fenólicos – do que do próprio fruto.

O estudo foi realizado apenas com maçãs não descascadas e, por isso, os pesquisadores especulam que "seria interessante avaliar mais profundamente e especificamente " o papel da casca em prol do prazer íntimo feminino.

Para comer maçãs com casca e sem resíduos tóxicos é melhor optar pelas de agricultura biológica, pois a grande maioria das de "produção convencional” e de "produção integrada” contêm resíduos dos pesticidas aplicados no pomar e na central fruteira antes de irem para a câmara frigorífica.

Um estudo feito em Portugal durante 3 anos e publicado em 2011 (Araújo, D.S., 2011. Análise dos resultados dos planos de controlo de resíduos de pesticidas em produtos de origem vegetal: Anos 2007-2009. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, 96pp.).

Que compara a presença de resíduos em diferentes alimentos convencionais, coloca a maçã no topo da lista dos 21 alimentos (frutos, legumes e cereais) estudados, com 12 das 13 amostras analisadas com resíduos (92%) e com 15% acima do limite máximo de resíduos (LMR) autorizado para consumo humano.

Por comparação, a laranja apenas apresentou resíduos em 5 das 74 amostras analisadas (6,8%) e com 1,4% acima do LMR.

Vários estudos comparativos também comprovam teores mais altos de antioxidantes mas agora nas maçãs biológicas, o que se explica pela menor aplicação de adubos e pesticidas de síntese química e pelo maior ataque de pragas (insetos) e doenças (fungos e bactérias).

Em presença de tais ataques a macieira põe em ação o seu sistema imunitário, que consiste principalmente na produção de antioxidantes que combatem os organismos patogénicos, sendo alguns os mesmos que nos ajudam a proteger-nos das nossas doenças.

E em geral também há mais antioxidantes nas variedades regionais (Riscadinha, Bravo de Esmolfe, etc.), em comparação com as variedades híbridas comerciais (Golden Delicious, Gala, etc.).