A compostagem na horta

Bem Estar Veja como enriquecer o solo da sua horta com a compostagem, além de muitas dicas e práticas.
Você vai ler:

O principal objetivo do processo de compostagem é a obtenção de um produto estável, que não seja suscetível de repentina evolução biológica, maturado, e que seja compatível com o emprego na agricultura como corretivo orgânico dos solos; deve permitir também a eliminação de maus odores, a redução de volume e de massa, e a desativação de microrganismos patogénicos (higienização) da matriz inicial.

A perda de humidade e a redução de volume que ocorre ao longo do processo de compostagem traduz-se numa maior facilidade de aplicação do composto.

Durante o processo também são eliminados agentes que provocam doenças nas plantas, sementes de infestantes, insetos e seus ovos.

A compostagem é um processo que permite a transformação da matéria orgânica presente nos resíduos orgânicos biodegradáveis (ROB’s), permitindo a sua reciclagem, tratamento/valorização e a obtenção de um produto final – o composto – com valor económico.

Esta "reciclagem” da matéria orgânica tem a dupla vantagem de diminuir o volume total de resíduos depositados em aterros e de permitir a obtenção de produtos com utilidade e qualidade, a qual é essencial quando o seu destino é a agricultura.

Na horta deve reservar-se um espaço para a compostagem e construir-se uma nitreira, agora também chamada de "compostor”. É um bom trabalho para fazer em grupo ou numa oficina de formação prática.

Recorrendo a materiais usados como as paletes de madeira de pinho, a construção acaba por ficar a baixo custo.

Esta construção deve ter no mínimo dois compartimentos, de modo a termos duas pilhas em fases diferentes de compostagem.

Para fazer o composto, todos os resíduos da própria horta e do jardim podem ser aproveitados. É o caso da erva cortada do relvado, que geralmente é deitada fora, mas que tem grande valor fertilizante.

Os materiais juntam-se sem calcar, podendo colocar-se em camadas sobrepostas, alternando materiais mais secos e com mais carbono (palhas, cartão sem tintas, folhas de árvores …) com outros mais verdes e ricos em azoto (corte de relva, estrumes exceto os de animais de pecuária industrial sem terra, borras de café, engaço de uva, bagaço de azeitona,…).

De seguida rega-se toda a pilha até cerca de 55% de humidade, o que na prática se vê apertando o material na mão (com luvas).

Quanto aparecem umas gotas de água entre os dedos, mas sem escorrer em fio, está bom! Também se pode saber que a compostagem está a correr bem quando a temperatura aumenta até cerca de 60ºC (em pilhas maiores pode chegar aos 70ºC), ao fim de poucos dias.

Finalmente ao fim de, pelo menos 3 meses, com a temperatura a descer e a aproximar-se da ambiente, temos um composto pronto a alimentar a terra e as plantas.