3 Mitos sobre hidratos de carbono que deve conhecer

Alimentação Entenda alguns mitos sobre carboidratos e veja como seu consumo pode impactar sua saúde.
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Fornecedores de hidratos de carbono são por exemplo cereais, farinhas, pães, frutas, bolachas, legumes, leguminosas, bolos, doces, sumos…

É sabido que quanto menos refinado forem os alimentos melhor (mais fibras, vitaminas, minerais e hidratos de carbono de absorção lenta possuem), mas há ainda alguns mitos à volta destes nutrientes.

O açúcar só não é boa opção porque nos fornece "calorias vazias”

O açúcar em excesso é prejudicial e quanto a isto estamos todos de acordo (saiba mais).

O que não é correcto acreditar é que o açúcar só nos faz mal porque fornece calorias, sem ter outros nutrientes de interesse ("calorias vazias”). Se assim fosse, o açúcar só causaria aumento de peso e mais nada!

O açúcar causa alteraçõesmetabólicas significativas. E por isso, não são só as pessoas que se preocupam com o peso que o devem evitar.

Investigações mostram que o consumo em excesso de açúcar leva a patologias como obesidade, diabetes, doença cardíaca e até cancro.

Se não cometermos excessos, podemos perfeitamente usar algum açúcar na nossa alimentação, dando privilégio a mel, açúcar mascavado e evitando produtos industrializados com muito açúcar.

As únicas pessoas que devem fazer uma alimentação sem glúten são os doentes celíacos

Apesar de o glúten ser uma proteína, esta é uma questão que afecta o consumo de hidratos de carbono, já que o glúten está presente em cereais (trigo, trigo espelta e outros tipos de trigo, centeio, cevada, aveia) e nos seus subprodutos.

Apesar de a doença celíaca não ser muito prevalente, existe outro fenómeno mais prevalente que é a sensibilidade não celíaca ao glúten.

A alimentação sem glúten (saiba mais) já demonstrou que é capaz de ajudar na melhoria de sintomas de doenças como síndrome do cólon irritável, esquizofrenia, autismo e epilepsia.

Aliás, o glúten parece ser a causa escondida de muitas doenças (saiba mais).

A ciência está em aberto neste campo, como em todos os outros, e o glúten não é o causador de todos os nossos males, mas pode ser um factor contributivo para diversas situações (saiba mais).

Pode sempre fazer a experiência de eliminar o glúten da sua alimentação. Mas faça uma alimentação com alimentos que naturalmente não contém glúten (frutas, legumes, carne, peixe, ovos, leguminosas, oleaginosas e cereais como quinoa, arroz, millet, trigo sarraceno).

Não procure produtos industrializados sem glúten (muitas vezes são muito maus em termos de aditivos, açúcares e tipo de gorduras).

Dietas "low carb” são perigosas para a saúde e aumentam o risco de doença cardíaca

Uma dieta com baixa percentagem de hidratos de carbono pode ser difícil de seguir, mas em alguns casos pode ser o necessário para perder peso de forma consistente e bem-sucedida. E obviamente estamos a falar de planos alimentar "low carb” bem estruturados e não de almoços e jantar com uma folha de alface e um brócolo.

Muitas são as preocupações quanto a este tipo de alimentação já que se não há muita ingestão de hidratos de carbono, tem de se recorrer a proteínas (carne, peixe, ovos, lacticínios) e gorduras (abacate, azeite, óleos de primeira pressão a frio, manteiga, oleaginosas) para estruturar o dia alimentar.

Mas na verdade, investigações mostram que planos alimentares low carbpodem ser mais bem-sucedidos do que low fat (com pouca gordura) e melhoram ainda mais factores de risco para doença cardíaca.

Nem todos podem iniciar uma alimentação deste género, mas são muitos os estudos que mostram benefícios em doenças como diabetes, obesidade, dislipidemia e síndrome metabólica.

Existem até já testes genéticos que nos mostram se o paciente poderá beneficiar ou não de uma alimentação low carb. Por isso, casa caso deve ser avaliado individualmente.

Se pretende iniciar uma alimentação low carb, procure primeiro um nutricionista.